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Fernando Santos: «Nunca chamei um jogador para fazer número»

Fernando Santos: «Nunca chamei um jogador para fazer número»

Fernando Santos fez esta segunda-feira a antevisão ao jogo com Espanha, o embate decisivo em Braga, o último do Grupo A2 da Liga das Nações, agendado para amanhã (19H45), em Braga.

Passado de jogar o match point em casa: "À terceira é de vez. Não muda nada. Vivemos sempre neste andar... há três dias tínhamos de ganhar os dois jogos porque a Espanha ia ganhar. Mas isto é normal. Eu pedi foco. O que quero é que os jogadores se foquem para lutarmos pela vitória. Se nos focarmos bem, perante qualquer adversário, com mais ou menos nome, estamos mais perto de chegar onde queremos. Quando nos focamos menos em nós próprio, não no egocentrismo, achando que nós é que somos bons, mas sim com humildade, de saber que o que temos de fazer, estamos mais perto de vencer. Não tanto na questão do resultado. O jogo depois o dirá. Em qualquer jogo é assim. Não vou chegar à palestra e dizer que vamos jogar assim ou assado porque temos dois resultados. Vamos jogar como jogamos sempre".

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Mudanças: "Questões físicas não temos. Felizmente, a única questão era o Danilo, que pediu ele próprio para sair. Sofreu uma pancada. O único que estava em dúvida era o João Félix, mas ele tem treinado bem e não apresenta limitação. Tenho 25 jogadores para utilizar, muitos vão ficar de fora, mas não posso dizer nada. É a lei do futebol. O mote do selecionador para os jogadores tem que ver com a convocatória, não com quem joga. Mostro confiança quando os convoco. Só os convoco na base da certeza de que têm capacidade para cumprir. O que não posso fazer é pô-los a jogar a todos, porque isso não é possível"

Espanha ferido no orgulho: "É igual. Jogam sempre para ganhar. Essa equipa espanhola vem de há muito tempo, é uma equipa que joga para ganhar, o padrão de jogo é o mesmo. Com algumas variantes de um jogador que entra ou sai, pode influenciar, mas em termos de filosofia, de conceitos, a defender e a atacar, a Espanha é sempre igual. Nunca vi a Espanha a jogar de maneira diferente. A Espanha joga desta forma e Portugal tem de jogar sempre da sua forma. A única coisa que se coloca aqui é que a Chéquia jogava com três centrais e três avançados. A Espanha joga num 4-3-3 mais clássico. Temos de entender isto. Mas é neste aspeto. Temos de manter a nossa forma de jogar, evoluir e estarmos cada vez mais focados".

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Significado de chegar à final four: "O que significa? Motivação. Chegar a uma fase final é motivante. Agora, pressão? Acham que podemos ter mais pressão do que já temos? Estes jogadores jogam sempre para ganhar, para serem campeões. Esta seleção joga sempre para ganhar".

Europeus atrás de Argentina e Brasil para o Mundial: "Amanhã jogamos com a Espanha. Não vou falar do Campeonato do Mundo. Percebo a pergunta, mas tem de me fazer a pergunta no momento certo. Estou aqui hoje para falar do jogo com a Espanha. Quando for para falar do Campeonato do Mundo, falo"

Várias opções na equipa: "A confiança nos jogadores mostro quando os convoco. Convoco porque tenho confiança neles. Quer dizer que podem jogar a qualquer momento. A cada jogo vou decidir perante o jogo o que é melhor, se é um jogador mais assim ou assado. Não tem que ver com o que sei da qualidade deles. Se achasse que não tinham qualidade para jogar na seleção haveria algo de errado. Nunca chamei um jogador para fazer número. É como nos clubes. Durante uma época há uns que vão jogar mais e outros menos".

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Fernando Santos: «Nunca chamei um jogador para fazer número»

Cristiano Ronaldo motivou trabalho específico? "Não. Pausa de dois dias. Não obrigou a nada. Em termos de habitat natural, acho que quando se está no que se sente que é uma missão, todos estão confortáveis. É um ambiente confortável, é como estar em casa. Nesse aspeto não há nada. Percebo a pergunta, mas o que encerra é isto e não mais do que isso. Todos os que cá estão e gostariam de cá estar... Não é no Catar, é aqui mesmo. O que forem vão-se sentir bem, os que não forem, se calhar vão sentir alguma injustiça. Este é um ciclo que aconteceu muitas vezes. Saíram muitos, entraram outros... O Mário Rui teve um período sem cá vir, mas chegou cá como se estivesse sempre estado cá. Confio nele. É assim. Todos se sentem confortáveis. Somos uma família."

Críticas ao estilo de jogo: "É normal. Vai sempre criticar-se. Quando o Luís Enrique ganhava e jogava bem, toda a gente dizia que era o maior. Quando se perde, já não é. É assim nas seleções e nos clubes e em todo o Mundo".

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O relvado: "Espero que esteja bom. Quer eu, quer o Luís optámos por não treinar no relvado. Para preservar. Há lá muitos homens a trabalhar para pôr o relvado em questão. Para estas duas equipas é importante ter um campo em condições"

Por Pedro Morais
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