Roberto Martínez: «Portugal não tem plano B? O talento dos nossos jogadores é o plano A, B, C, D, E...»

• Foto: Reuters

Não foi esta noite que Portugal garantiu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações, o nulo diante da Escócia (0-0), acompanhado pelo empate no frenético Polónia-Croácia (3-3), deixou as contas do quase confirmado apuramento da Seleção Nacional para a próxima fase da competição em 'banho-maria'.

Em declarações no final da partida, Roberto Martínez lamentou a "falta de magia" e também de "frescura" que Portugal demonstrou no último terço, mas deixou elogios ao compromisso e coesão defensiva que os seus jogadores tiveram frente a um adversário perigoso a sair para o ataque.

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Se fosse agora, mantinha o mesmo onze?

"Sem dúvida, o adversário também joga e depois dos 60 minutos ficou num bloco baixo e deu a bola. Importante foi mostrar que tivemos energia para defender porque neste tipo de jogos, por vezes, achas que estás no controlo do jogo, sofres um contra-ataque e perdes o jogo. Faltou-nos o último passe, a magia... é preciso também dar mérito à Escócia. Chegámos, tentámos, faltou o golo, mas o desempenho foi positivo e acrescenta o que podemos ainda conseguir porque agora temos mais jogadores. Há mais competitividade por posições. Foi um estágio positivo com uma vitória e um empate", começou por dizer à RTP.

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Por que motivo Portugal não consegue manter sempre um nível exibicional alto?

"Acho que nós perdemos um jogo, contra a Geórgia, éramos primeiros no grupo no Europeu e podíamos perder. Não há muitas seleções que possam dizer isso. Ganhar 10 vitórias na fase de qualificação e ter agora três vitórias e um empate... não concordo com isso. A exigência é máxima, mesmo no balneário. Queríamos a vitória hoje. Era um jogo perigoso, o segundo consecutivo fora de casa contra uma equipa bem sincronizada. A Escócia jogou muito bem nos últimos três jogos e hoje voltou a demonstrá-lo."

À Sport TV

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O que ficou a faltar?

"Uma decisão, um bocadinho de magia na área. Tivemos muita vontade, trabalhámos muito bem sem bola. Era um jogo perigoso porque podíamos ter posse de bola, mas a Escócia precisa de pouco para marcar um golo. Mostrámos frescura, mas faltou frescura no último terço. Também há que dar mérito à Escócia, tinha muitos jogadores à frente da baliza, o guarda-redes deles também fez uma defesa espetacular."

Falta um Plano B a Portugal?

"O nosso talento, dos nossos jogadores, é o plano A, B, C, D, E... Temos jogadores por dentro, por fora, estamos a falar de uma equipa que não tomou riscos, que defendeu muito bem. Estamos a falar de uma equipa [Portugal] que chegou 53 vezes no último terço. Há que dar mérito à Escócia e para nós o facto de termos conseguido manter a baliza a zeros."

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Momento para chamar outros jogadores?

"A Seleção tem sempre a porta aberta, mas agora estamos a falar de um grupo de jogadores muito muito grande. É uma questão de continuarmos a dar uma ligação e sincronização naquilo que podemos fazer. Agora o jogo no Porto é para celebrarmos o apuramento frente aos nossos adeptos", terminou.

Por Record
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