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As malas estão à porta

As malas estão à porta
• Foto: EPA

A matemática é o que é, e por isso Portugal ainda tem possibilidades de ser apurado para os oitavos do Mundial. Mas só por milagre lá chegará. No forno de Manaus, a Seleção teve uma entrada feliz e no último minuto ainda foi bafejada pela fortuna de marcar um golo com o qual já ninguém contava.

Consulte o direto do encontro.

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Portugal chegou a estar perto do segundo golo, mas em raros momentos se sentiu confortável no jogo. Pior, nunca foi capaz de tapar o flanco direito, um verdadeiro corredor da morte para os portugueses.

O começo do jogo foi generoso para Portugal. Percebia-se que estava a procurar apertar o cerco, mas foi recompensado apenas pelas boas intenções. A bola metida na área por Veloso não iria ter consequências, não fosse a aselhice de Cameron na abordagem que levou a bola a ficar à mercê de Nani na cara do golo.

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Ao primeiro remate, a Seleção ficava em vantagem e o jogo logo se desviou do figurino que previsivelmente iria ter. Assim, a equipa portuguesa baixou o ritmo e o bloco, procurando jogar pelo seguro e, sobretudo, gerir bem o esforço num clima que, embora igual para todos, não é de modo algum o indicado para jogar futebol.

A Seleção teve, contudo, dois problemas. Primeiro, a segurança que pretendia ter, deixou muito a desejar. A sucessão de passes errados comprometeu a saída organizada. Segundo, os Estados Unidos reagiram bem, tiraram partido dessa intranquilidade e exploraram muito bem o flanco direito através do lateral Johnson. Apesar de prevenido, Portugal abriu muito o flanco, deixando-se agredir várias vezes.

Foram pelo menos sete as finalizações que os norte-americanos conseguiram, umas mais perigosas do que outras, mas todas elas a deixarem a sensação de que era preciso corrigir posições e limitar a eficácia das ações do adversário.

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Já com Éder no lugar de Postiga, Portugal conseguiu estabilizar quando Meireles encostou mais à linha, evitando que Johnson aparecesse embalado frente a André Almeida.

A partir daí, Portugal conseguiu voltar a ter mais bola (ainda que nem sempre com critério) e sair de novo para o ataque.

E assim como começou bem o jogo, o fim da 1.ª parte poderia também ter terminado muito bem. Primeiro com Nani (o melhor) a concluir um passe de Cristiano com um remate que Howard defendeu; depois a acertar no poste, com Éder na recarga a fazer brilhar o guarda-redes.

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Para a 2.ª parte, Portugal veio com William Carvalho. Veloso desceu para lateral-esquerdo e a equipa passou a “fechar-se” em 4x4x2. O leão reforçou a estabilidade do meio-campo e melhorou a qualidade de posse, o que fez com que Portugal subisse no terreno.

No entanto, a ala direita norte-americana continuou sempre ativa. Um lançamento para as costas de Veloso apanhou Johnson solto, que foi à linha cruzar para Bradley, que rematou sem Beto na baliza. Por milagre, o joelho esquerdo de Ricardo Costa tirou o golo.

O milagre apenas adiou o inevitável. Esse lance motivou os norte-americanos e intranquilizou Portugal. Mais uma escapada de Johnson deu direito a canto e a displicência com que Nani abordou o ressalto de bola encheu de brios e de ilusões Jones, que arrancou um tiro indefensável para Beto.

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Portugal respondeu bem e Meireles, pouco antes de sair, teve a chance de recuperar a vantagem no marcador, mas Howard, uma vez mais, defendeu. Bento lançou Varela mas não ganhou a acutilância que esperava e continuou a sofrer atrás.

Uma vez mais, foi pela direita que os norte-americanos perseguiram o seu sonho e deram o golpe que se julgava ser de misericórdia para Portugal. Não foi, porque do céu ainda caiu o golo de Varela que só nos serve para fazer contas a um milagre.

Árbitro: Néstor Pitana (nota 2)

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Beckerman devia ter sido expulso

Se ficam dúvidas quanto à forma , irregular ou não, como Nani foi impedido de prosseguir um lance já dentro da área norte-americana quando Zusi se colocou entre o português e a bola, não existe nenhuma sobre a cotovelada que Beckerman deu em Raul Meireles e que deveria ter ditado a expulsão do médio dos Estados Unidos. Foi esse o erro maior de Pitana, que agiu bem noutros lances mais difíceis de ajuizar, como um off-side tirado no limite a Ronaldo.

Nota técnica

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Klinsmann montou a equipa para defender, alterando (pouco) quando ficou em desvantagem. Investiu tudo no corredor direito e foi recompensado por isso. (3)

Paulo Bento voltou a enfrentar a contrariedade de uma lesão (Postiga), não “tem” Moutinho e a solução que encontrou para fechar o lado esquerdo não resultou. (1)

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