Chegou ao Oriente vestindo a pele mais apetecida para qualquer futebolista: era o melhor jogador do Mundo, prémio atribuído pela FIFA e que deu uma visibilidade ainda maior à corte de uma Geração de Ouro que se preparava, enquanto tal, para se despedir da alta roda. Luís Figo surgiu como herói aos olhos asiáticos mas como preocupação entre o grupo liderado por António Oliveira. A condição física do melhor do Mundo era a preocupação maior entre a estrutura federativa. De fora havia mesmo quem defendesse a ideia (a começar pelo próprio Real Madrid) de que o melhor era não jogar o Mundial para se tratar, opção que Figo recusou liminarmente.
Foi no final do último treino em Macau que se efetuou a agendada entrevista com Luís Figo, adiada por conveniência dele até ao derradeiro dia em que era possível fazê-la – no dia seguinte a Seleção seguiria para Seul, onde decorria a ponta final da preparação para o início das hostilidades. A conversa começou por ser um momento íntimo entre amigos que se querem e dão bem desde o final de 1988, num torneio jovem em Israel que Portugal venceu com autoridade. Luís estava sentado no departamento médico, com uma expressão tranquila mas de dor, fazendo gelo no tornozelo danificado. Por momentos tirou a toalha que cobria o pé e a imagem não era bonita: o inchaço tinha dimensões absurdas, dir-se-ia que ninguém podia jogar futebol com o tornozelo naquele estado. O Dr. Henrique Jones, desconhecendo na altura o relacionamento entre nós, surgiu de imediato, recolocando a toalha em cima do pé, de olhos postos em mim e no Francisco Paraíso, defendendo a integridade do jogador – ninguém podia saber verdadeiramente a extensão do problema. “Doutor, tranquilo, estamos entre amigos”, esclareceu Luís.
Depois de ver o estado daquele pé, que o obrigou a utilizar uma bota dois números acima do seu, em todos os jogos me assaltava a convicção de que só um super-homem podia jogar a níveis minimamente aceitáveis. O esforço valeu por si mas a campanha não deu certo. Não podia dar. E o pior de tudo é que a lesão de Luís Figo, sendo relevante, foi o menor dos grandes problemas de Portugal.
A figura
Foi do Fenómeno a última palavra na final de Tóquio
No Mundial’2002, Ronaldo Nazário de Lima já tinha o suporte mediático e futebolístico de um dos melhores jogadores da história do futebol. Era o Fenómeno e Fenómeno ficará até ao fim da vida, tenha 80, 100 ou 150 quilos. Em 2002, o seu histórico de lesões já era impressionante: em 1998 teve convulsões horas antes da final do Mundial de França; em 1999 fez rotura de ligamentos de um joelho, e em 2000 teve uma recaída, precisamente no dia do regresso aos relvados. Até ao Campeonato do Mundo de 2002, jogou a conta-gotas no Inter Milão, limitado por pequenos problemas musculares. No Oriente, Ronaldo foi titular, referência ofensiva do Brasil, e foi marcando os seus golos. Antes da final, a FIFAescolheu Oliver Kahn como melhor jogador da competição. No último dia, o Fenómeno teve a última palavra: em Tóquio, o Brasil bateu a Alemanha (2-0) e ele marcou os 2 golos, um deles com largas culpas do guardião alemão. É o que dá tomar decisões antes do tempo.
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