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Sabia-se que muito do sucesso português neste Mundial iria passar pela inspiração de Cristiano Ronaldo. Ora, o melhor do Mundo andou longe da melhor forma nos dois primeiros encontros, mas apareceu cheio de vontade diante do Gana, acabando mesmo por marcar finalmente na prova. E foi um golo histórico – ainda que não tenha gerado festa nenhuma quando soou o apito final… - já que colocou CR7 ao lado de Miroslav Klose e Jurgen Klinsmann.
Aos 29 anos, o madeirense tornou-se no terceiro jogador de sempre a conseguir fazer o gosto ao pé em seis fases finais de grandes provas diferentes, incluindo, então, Europeus e Mundiais. Desde 2004 até hoje, Ronaldo arranjou sempre forma de festejar pelo menos um golo, tendo assinado 9 distribuídos pelas 6 competições. Uma demonstração de consistência, ainda que nenhum título tenha chegado a Portugal.
Só mesmo Klinsmann e Klose haviam feito o mesmo pela Alemanha, mas Ronaldo também “apanha” Eusébio na corrida pelo melhor marcador nas fases finais das grandes provas. A diferença é que o Pantera Negra fez as redes balançarem 9 vezes só no Mundial’1966, a única fase final que disputou na carreira, enquanto CR7 precisou de seis para igualar a marca de Eusébio.
RONALDO NAS GRANDES COMPETIÇÕES
Recorde português
O golo de Cristiano Ronaldo ao Gana também serviu para que a estrela do Real Madrid conseguisse alcançar mais um registo ímpar na história do futebol português. Depois deste remate certeiro, CR7 tornou-se no único jogador luso de sempre a conseguir fazer o gosto ao pé em três fases finais consecutivos. Tudo começou na Alemanha (2006), com um golo de grande penalidade ao Irão, antes de marcar à Coreia do Norte de forma caricata em 2010. Três em três, média exata de um golo por Mundial em 13 partidas. Consistência mas ainda longe do registo único de Eusébio numa só prova, que, como já foi referido, marcou 9 vezes em 1966.
Quem vai permanecer só com dois Mundiais seguidos a marcar é Simão Sabrosa e Pedro Pauleta, os dois jogadores com quem Ronaldo estava empatado até hoje. O avançado açoriano marcou três em 2002 e um em 2006, ao passo que Simão marcou em 2006 e em 2010. Com os dois já retirados da Seleção, Cristiano Ronaldo não tem ninguém a ameaçar o seu registo por agora.
Ainda assim, é de notar que Cristiano Ronaldo cimenta a liderança no topo da lista de melhores marcadores, agora com uns redondos 50 golos, mais 3 do que Pauleta e 7 do que Eusébio. Em relação a Mundiais, passa para o 5.º lugar, igualando os magriços José Augusto e José Torres. Nota ainda para o facto de se tornar no quatro jogador europeu ainda no ativo a marcar 50 golos ao serviço da Seleção Nacional. Os outros são Klose (com 70), Robbie Keane (62) e Villa (59).