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Grécia-Costa do Marfim: Tragédia grega virou desgraça de Marfim

Grécia-Costa do Marfim: Tragédia grega virou desgraça de Marfim

Jogo que mais parecia um déjà vu do Euro’2012.Também há dois anos, a Grécia de Fernando Santos chegava ao 3.º jogo, neste caso com a Rússia, com as contas complicadas. Venceu os favoritos soviéticos e seguiu para os quartos-de-final da prova. Agora, as contas estavam complicadas, o adversário, a Costa doMarfim, também era favorito, mas tal como os russos caiu aos pés do futebol talvez não muito bonito, mas sempre eficaz dos helénicos. A Grécia, num jogo dramático, venceu os africanos e beneficiou da derrota japonesa às mãos da Colômbia. O resultado foi, claro, o apuramento para os oitavos-de-final, onde a Costa Rica espera agora a equipa de Santos.

O jogo começou com alguns contratempos para os helénicos. Logo aos 12 minutos, o criativo Panagiotis Kone lesionou-se e teve de entrar Samaris – uma mal menor, mas já lá vamos. O azar não veio só e aos 24 minutos o guarda-redes Karnezis lesionou-se e foi preciso entrar o suplente Glykos.

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Os europeus ameaçaram e aos 33’ o canhoto Holebas, numa assustadora subida pelo corredor central, levou a bola até à área e rematou de pé direito uma bola que bateu em estrondo na barra. Quando a Costa doMarfim estava por cima, a Grécia marcou, por Samaris, o tal que saltou do banco aos 12’. Num contra-ataque rápido, o médio surgiu com espaço e não perdoou (42’). Foi o 4.º suplente da história dos Mundiais a marcar ainda no 1.º tempo, depois de Dugarry,Cambiasso e Materazzi.

Eficácia

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Os marfinenses, como seria de esperar, entraram mais fortes no primeiro tempo e obrigaram Glykos a aplicar-se em duas ocasiões. Lamouchi lançou Bony aos 61 minutos e o avançado doSwansea não tardou a marcar. No coração da área, respondeu a um centro rasteiro da esquerda e colocou novamente a Costa do Marfim nos “oitavos.”
 
Não se pense que isto mudou a forma de atuar dos gregos.Continuaram a apostar no contra-ataque e Karagounis voltou a atirar à barra, a 10 minutos do fim.Quando nada o fazia prever, Sio travou Samaras em falta – um lance de difícil análise, mas bem decidido pelo árbitro. O próprio camisola 7 converteu o castigo máximo. Pouco depois, Lamouchi confessou que ia deixar a seleção. A história repetiu-se. AGrécia estava dada como morta, mas renasceu. Para os marfinenses... bem, a tragédia foi mesmo deles.

Momento

A Costa do Marfim tinha o resultado controlado. Estava tudo dentro dos conformes noJapão-Colômbia e o empate a uma bola em Fortaleza era tudo o que precisavam para carimbar o passaporte para os “oitavos.” Mas já nos 90 minutos, Sio, que entrara há pouco, fez o penálti que condenou os africanos à eliminação.

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Número

7 -  São poucos os minutos, mas a verdade é que valeram pelos restantes 83. Foi por essa altura que entrou Sio, para o lugar de Gervinho. A ideia era refrescar o ataque, só que queimou tudo o resto. O jogador tinha tempo para pouco, mas ainda assim conseguiu inverter o rumo do encontro.

Árbitro: Carlos Vera (nota 3)

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Atuação segura durante todo o encontro, mas também foi preciso esperar até ao fim para ter uma decisão realmente difícil. O penálti de Sio sobre Samaras existe, mas uma interpretação contrária também não seria razão para o condenarmos. Ainda assim, as repetições revelaram que agiu bem e por isso encerra a participação no jogo com nota positiva.Bem também no capítulo disciplinar.

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