A eliminação da Seleção Nacional na fase de grupos do Mundial do Brasil custou à FPF cerca de 8 milhões de euros – se tomarmos em conta o que poderia receber igualando o quarto lugar conquistado na edição de 2006, a segunda melhor participação de sempre na história das presenças portuguesas na prova.
Mas também os jogadores (que não estão na Seleção Nacional por causa do dinheiro, como vários deles garantiram ao nosso jornal) regressam a casa de bolsos (quase) vazios. Isto porque, sabe Record, a simples presença na fase de grupos não garantia qualquer prémio para os futebolistas, uma vez que quase todos eles (à exceção de Rafa) já haviam recebido um prémio pelo apuramento para o Mundial.
À semelhança do que já acontecera em outras grandes competições e “afinado” por exemplo, no Euro’2012, os jogadores só passam a ter direito a um prémio pecuniário se a Seleção Nacional ultrapassar a fase de grupos. Neste caso do Mundial do Brasil, os 23 convocados por Paulo Bento já haviam recebido as respetivas compensações pela participação que tiveram ao longo da fase de apuramento (salvo o já referido Rafa).
O prémio que a FPF recebe da FIFA, de quase 7 milhões de euros (1,1 pela qualificação para o Mundial e 5,8 pela disputa dos três jogos da fase de grupos), reverterá em boa parte para o próprio organismo que, no entanto, já havia avançado com perto de 1,5 milhões de euros nos referidos prémios de qualificação, sem falar nas despesas realizadas ao longo da própria fase de apuramento com viagens, estágios e toda a imensa logística em redor da Seleção Nacional.
Aliciante
A passagem aos oitavos-de-final teria valido à FPF mais 6,6 milhões de euros e a presença nos quartos-de-final mais 3,6 milhões de euros. O prémio definido pela FIFA para o campeão do Mundo é de quase 26 milhões de euros (18 milhões para o 2.º classificado, 14,6 para o 3.º e 13,2 para o 4.º classificado) e no caso dos jogadores da Seleção Nacional rondaria 350 mil euros para cada um (8 milhões de euros no total estaria a FPF disposta a distribuir, em caso de vitória no Mundial). Todos os prémios estão sujeitos ao pagamento dos respetivos impostos por parte de cada um dos jogadores, técnicos e outros elementos que tenham direito aos mesmos.
Segundo Record apurou, terá havido uma tentativa da FPF em pagar prémios diferenciados aos jogadores (conforme a sua utilização), mas o projeto não terá ido por diante devido aos desconforto que isso causou dentro do grupo. No entanto, o sistema implementado entre 2004 e 2008, quando Luiz Felipe Scolari era o selecionador, deixou de funcionar.
Naquele período, o montante total que a FPF se dispunha a pagar em prémios era dividido em partes iguais por todos os elementos da comitiva, de treinadores e jogadores, passando por médicos, enfermeiros ou roupeiros. Hoje, aplica-se um modelo mais antigo, em que há uma diferenciação devida aos diferentes desempenhos dentro de toda a estrutura da Seleção Nacional. n