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O dia 13 de maio é a data limite para os selecionadores dos 32 finalistas do Mundial do Brasil apresentarem à FIFA uma lista de 30 jogadores que poderão levar à grande competição. Depois, 2 de junho (10 dias antes do jogo inaugural da prova), é o último dia para a confirmação dos 23 jogadores que poderão ser inscritos na prova.
Qualquer alteração posterior só poderá ser feita por motivo de lesão e até à véspera do primeiro jogo de cada seleção, no caso de Portugal até 15 de junho.
De acordo com o regulamento do Campeonato do Mundo, os 23 jogadores nomeados pelos diferentes selecionadores terão de sair, obrigatoriamente, na lista inicial de 30 nomes (que, em princípio, não serão divulgadas pela FIFA), mas, curiosamente, o mesmo já não se aplica a uma eventual substituição por lesão.
Isto significa que Paulo Bento não está obrigado a revelar a sua lista de “mais de 40 pré-convocados”, que admitiu possuir na entrevista dada domingo à RTP 1, nem sequer a de 30 nomes que terá de enviar à FIFA na próxima semana.
Uma vez que o selecionador nacional divulgará os nomes dos 23 eleitos para o Mundial dentro de duas semanas, a 19 de maio, tudo indica que será essa lista que será depois, enviada à FIFA até 2 de junho.
No entanto, durante esse período, em que a Seleção Nacional irá trabalhar no Estoril (21, 22 e 23 de maio) e em Óbidos (entre 26 e 30 de maio), Paulo Bento poderá fazer qualquer alteração, à semelhança do que aconteceu antes do Euro’2012, com a lesão de Carlos Martins, que obrigou à sua substituição por Hugo Viana.
No Mundial de 2010, o então selecionador nacional, Carlos Queiroz, também foi obrigado a uma alteração já depois de entregue a lista final de 23 jogadores à FIFA, na sequência de lesão de Nani, que foi substituido por Ruben Amorim. A troca foi pedida à FIFA no dia 8 de junho (horas antes do jogo particular com Moçambique), cinco dias antes do primeiro jogo, com a Costa do Marfim, no dia 13 de junho.