Ronaldo paga caro estatuto de máquina

Ronaldo paga caro estatuto de máquina
• Foto: getty images

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As lesões de Cristiano Ronaldo são o assunto do momento na Seleção Nacional. O capitão da equipa das quinas luta contra um problema na coxa esquerda e outro no tendão rotuliano do joelho esquerdo a apenas 12 dias da estreia de Portugal no Mundial do Brasil, diante da Alemanha. Um cenário de problemas físicos que é muito raro na carreira do português.

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O sucesso alcançado por Ronaldo ao longo da última década tem sido construído sobre bases muito mais sólidas do que "apenas" o enorme talento natural que possui para a prática da modalidade. O madeirense foi um dos revolucionadores dos padrões físicos do futebol mundial e é nesse aspeto um dos jogadores mais fortes da história.

Ao longo dos anos, o capitão da Seleção Nacional assumiu-se nos clubes por onde passou como uma verdadeira máquina competitiva, que praticamente não tem conhecido o significado das palavras "lesão", "paragem" ou... mesmo "substituição".

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Em cinco temporadas com a camisola do Real Madrid vestida, os períodos de paragem por lesão de Cristiano Ronaldo têm sido raros, um dado notável se for constatado o elevado número de jogos, a grande competitividade das provas que os merengues disputam e a pressão física e psicológica a que o português está sujeito a cada encontro, enquanto figura máxima da formação blanca.

Com dores desde novembro

2013/2014 foi, no entanto, uma das temporadas em que Cristiano Ronaldo mais vezes se viu afastado dos relvados devido a lesão. O português, que até inicou a época em grande estilo, começou por sentir dores no joelho esquerdo no Playoff para o Mundial, diante da Suécia, em novembro do ano passado, e a sua situação clínica foi sempre sendo acompanhada com cuidado, mas nunca sem forçar qualquer paragem até abril.

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Na primeira mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, diante do Borussia Dortmund, o primeiro sinal de alerta. Numa altura em que o jogo já parecia controlado, CR7 caiu ao relvado e não mais se levantou, acabando por ser substituído.

Uma lesão no bíceps femoral da coxa esquerda foi a explicação oficial do departamento técnico do Real Madrid, que a partir desse momento só foi contando com o internacional português de forma algo intermitente. Pela primeira vez desde que chegou à capital espanhola, CR7 falhou alguns encontros importantes da formação blanca, como a segunda mão dos quartos-de-final da Champions, frente ao Dortmund, e a final da Taça do Rei, contra o rival Barcelona.

Apesar da cuidadosa gestão do físico do jogador na ponta final do campeonato, a verdade é que Ronaldo acabou por jogar 120 minutos na final da Liga dos Campeões (em que se apresentou visivelmente abaixo do seu nível normal). Duas horas intensas a jogar com dores que a seleção portuguesa está agora a pagar caro.

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Jogos que Ronaldo não jogou desde que chegou a Madrid:

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