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Cristiano Ronaldo (3)
R9 A0 FS5 FC1 INT114
Quando destroçou a Suécia fez questão de gritar alto e bom som: “Eu estou aqui!” A sua exibição contra o Gana não lhe ficou atrás na descarga de adrenalina motivada pelo desejo de deixar uma impressão digital no Mundial. Cristiano Ronaldo marcou um golo, deixou pelo menos mais 3 ou 4 por marcar e ainda sofreu uma grande penalidade que ficou no tinteiro. O CR7 de novembro provavelmente teria virado a classificação do Grupo G de pernas para ar. Em junho, o líder que colocou o dedo na ferida sobre a mediania da Seleção Nacional superou as suas limitações e deu um exemplo de coragem. Faltou quem, no ataque, o acompanhasse com um rasgo de inspiração que fosse.
Beto (3)
D3 CI2 FS0 FC0 INT9
Entrou em ação com confiança travando um remate e uma cabeçada de Gyan. Viu vários disparos ganeses passar perto da sua zona de intervenção, mas para a história vai ficar o seu inconformismo em ser substituído na reta final do encontro quando demonstrava estar em dificuldades físicas.
João Pereira (2)
R0 A0 FS1 FC0 INT39
Um tremendo cruzamento ofereceu de bandeja um golo a Cristiano Ronaldo. Contra os Estados Unidos esteve muito preso, desta vez tinha claramente rédea solta para subir e esse balanceamento foi complicado de gerir em lances como o do golo ganês. Incrível a forma como foi fintado por Atsu, aos 40’, em lance perigoso. Foi o primeiro sacrificado por Bento.
Pepe (3)
R0 A0 FS2 FC2 INT60
Sabia que ia ter os focos sobre si e foi rigoroso de forma a não cometer erros desnecessários. Condicionou Gyan e ajudou a manter Waris controlado, mas a necessidade de estar sempre atento aos espaços abertos pelas subidas de João Pereira obrigava a correr riscos em lances rápidos.
Bruno Alves (3)
R0 A0 FS1 FC3 INT75
Muito bem a perceber que o esforço ganês para massacrar a esquerda de Portugal lhe permitia antecipar os cruzamentos e dominar o espaço aéreo. Acompanhava Pepe quando a organização defensiva fechava a direita e isso abria brechas que Veloso tinha dificuldades em colmatar.
Miguel Veloso (2)
R0 A0 FS2 FC0 INT52
Consegue disfarçar a falta de rotina como lateral em alguns movimentos ofensivos. Foi o seu cruzamento que provocou o autogolo de Boye, sendo esse um predicado que perde brilho perante as enormes dificuldades posicionais. No golo de Gyan veio a reboque do movimento dos centrais para tapar a subida de João Pereira e foi batido. Aos 61’ repetiu-se o filme, com Waris a aproveitar a hesitação de Veloso para falhar de forma incrível o tento que colocaria os ganeses em vantagem numa fase crítica.
William Carvalho (3)
R0 A0 FS0 FC5 INT6
Chegou a parecer ter pouca confiança por insistir no jogo posicional, onde foi importante como guarda-costas dos centrais nas segundas bolas. Todavia, também foi uma solução fiável como ponto de apoio para o início de construção e cumpriu.
Ruben Amorim (3)
R1 A0 FS1 FC2 INT14
Tinha de estar atento às dificuldades do lado esquerdo, impedir que Rabiu e Dadu criassem desequilíbrios e ainda tentou fazer lançamentos mais longos que criassem situações de dúvida na defesa ganesa. Foi regular e quando João Pereira esgotou a carga deu ordem ao lado direito.
João Moutinho (3)
R1 A0 FS2 FC4 INT71
Provavelmente teria sido o melhor elemento da Seleção caso não tivesse uma dupla falha no lance que deu o golo ao Gana. O passe frouxo para um João Pereira lançado no corredor foi uma prenda que os africanos aproveitaram e, quando tentou corrigir o erro perante Andre Ayew, foi batido no duelo individual e o cruzamento foi letal. Uma pena, pois finalmente deu uma imagem da sua qualidade e foi decisivo no domínio de Portugal no miolo. Foi seu o passe para Cristiano Ronaldo abrir o seu leque de lances perigosos e também lhe coube o derradeiro esforço nacional para alargar o triunfo.
Nani (3)
R5 A0 FS1 FC0 INT78
Procurou com insistência o espaço interior para explorar os espaços que podiam resultar das as flutuações de Éder e das penetrações de Cristiano Ronaldo para zonas de finalização. Quando despiu o disfarce de jogador de equipa foi infeliz nos remates.
Éder (1)
R1 A0 FS1 FC2 INT11
Era impossível ter uma noite mais desastrada. Éder tentou tudo, mas sem controlar bolas nem ter capacidade para resolver bem lances complicados na área é impossível que um ponta-de-lança alcance reconhecimento. Só a ausência de alternativas explica o facto de ter estado 69’ em campo. Mesmo com uma generosidade evidente, o dianteiro arsenalistas levantou sérias dúvidas sobre se alguma vez poderá ser solução para a crise de pontas-de-lança que grassa no futebol português.
Varela (1)
R2 A0 FS0 FC1 INT26
Entrou com a missão habitual de procurar consolidar a posse de bola e aplicar velocidade pelos flancos, mas mostrou-se demasiado complicativo. Teve o mérito de pressionar Dauda no mau alívio que Ronaldo capitalizou mas frustrou as expectativas de Paulo Bento numa fase em que era vital concretizar mais golos.
Vieirinha (2)
R0 A0 FS0 FC1 INT10
Muito agressivo e combativo, a dar uma energia muito interessante ao corredor direito. Um contributo a contrastar com o conformismo que Portugal demonstrou, nomeadamente contra a Alemanha, e que comprova a existência de opções de segunda linha que podem subir degraus.
Eduardo (1)
D0 CI0 FS0 FC0 INT35
Entrou a frio na partida mas acabou por nem ter de intervir para além do acompanhamento de um remate com direção defeituosa.
R: remates; A: assistências; FS: faltas sofridas; FC: faltas cometidas; D: defesas; CI: cruzamentos intercetados; INT: Internacionalizações