A pequena ilha das Caraíbas de Curaçau, com apenas 150 mil habitantes, tem boas perspetivas de ver a sua seleção no Mundial’26, jogando esta quarta-feira de madrugada – à 1h em Portugal – a cartada decisiva. A equipa que lidera o Grupo B do apuramento da CONCACAF, com 11 pontos, defronta a Jamaica, que é 2.ª, com menos um ponto, por isso o empate será suficiente para garantir a presença inédita deste minúsculo país - com uma área de 444 km2 - na fase final da competição.
Todavia, há um detalhe insólito que chama a atenção sobre esta seleção. É que nenhum dos jogadores convocados para esta última jornada nasceu no território. Aliás, todos os futebolistas que estão a representar Curaçau nasceram na Holanda e uma grande parte joga no país.
Esta situação bizarra é possível porque, na realidade, Curaçau é um território autónomo que pertence ao Reino da Holanda. Assim, nos últimos anos, a federação desta ilha paradisíaca - situada a cerca de 65 km da costa da Venezuela – iniciou uma grande operação para naturalizar jogadores cujas origens familiares remontem ao território ultramarino. Assim, conseguiram que vários jogadores com experiência em grandes campeonatos europeus – como o holandês, inglês, alemão e também português - e já sem esperança de chegar à seleção holandesa, agarrassem a oportunidade de representar o país dos seus antepassados e poder disputar competições de seleções.
Além disso, a contratação do histórico treinador Dick Advocaat para selecionador foi também uma peça-chave para conseguir aliciar melhores jogadores e o resultado está à vista. Contudo, o técnico de 78 anos não estará presente no embate com os jamaicanos, devido a um problema familiar. Veremos que efeitos esta ausência poderá ter nos caribenhos.
Tahith Chong foi a única exceção
Ao longo desta qualificação, ainda assim, houve um jogador que foi exceção à regra. Tahith Chong, médio-ofensivo do Sheffield United, formado no Manchester United, foi o único jogador que figurou nas convocatórias de Curaçau e nasceu no território. Contudo, o atleta nascido em Willemstad – a capital – ficou de fora desta chamada por problemas físicos.
Jogadores com passado em Portugal
Entre os jogadores que compõem esta seleção e que serão certamente visto como heróis nacionais se conseguirem completar a qualificação, alguns têm passado em Portugal. Um deles é Riechedly Bazoer, hoje no Konyaspor, mas que passou pelo FC Porto na época 2018/19 (sem sucesso). O defesa-central ainda internacional pelas camadas jovens da Laranja Mecânica.
Outro exemplo é Kenji Gorré, extremo do Maccabi Haifa, que alinhou pelo Nacional, Estoril e Boavista e também há Jeremy Antonisse que esteve nas últimas duas temporadas no Moreirense, tendo-se mudado no início da atual para o Kifisias da Grécia.
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