A seleção de Cabo Verde está muito perto de fazer história. Com duas jornadas por disputar na qualificação africana, os Tubarões Azuis lideram destacados o Grupo D, com 19 pontos, mais 4 do que os Camarões, e podem selar o apuramento para a fase final do Mundial’2026 já amanhã. Para isso, precisa vencer amanhã na Líbia, ou empatar e esperar que os camaroneses não vençam nas Maurícias. De qualquer forma, restará sempre a última jornada, com os cabo-verdianos a poderem fazer a festa em casa, frente ao Eswatini, na segunda-feira.
No arranque de uma semana que tem tudo para ficar gravada a ouro na história do desporto do arquipélago, a equipa concentrou-se ontem em Lisboa para dar o pontapé de saída nos trabalhos. O selecionador Bubista teve a oportunidade de dirigir o primeiro treino antes de a comitiva embarcar rumo a Tripoli, onde entra em campo amanhã ao início da tarde alimentada pelo sonho de se tornar no país mais pequeno de sempre a disputar um Mundial – Cabo Verde tem uma área de 4.033 km2, inferior à de Trindade e Tobago (5.131 km2), que detém o recorde desde 2006 – e a segunda nação menos populosa (tem pouco mais de 590 mil habitantes), apenas atrás da Islândia (334 mil), que o conseguiu em 2018.
A equipa conta com vários jogadores a alinhar em Portugal – Vozinha (Chaves), Stopira (Torreense), Signy Cabral (E. Amadora), Yannick Semedo (Farense), Telmo Arcanjo (V. Guimarães) e Dailon Livramento (Casa Pia) –, sobre quem recai a esperança do país, como lembrou o ex-capitão Marco Soares à Agência Lusa. “Eles têm que sentir a energia positiva que toda a nação cabo-verdiana está a enviar para eles, a confiança que todo o povo cabo-verdiano está a depositar neles. Têm 180 minutos para dar uma alegria a muitos cabo-verdianos que tiveram vidas de sofrimento e que só vão querer poder dizer que Cabo Verde está no Mundial. É uma responsabilidade boa. A única coisa que eles têm que fazer é ser iguais a eles próprios”, disse.
Angola estreia novo selecionador
A seleção de Angola tem ainda hipóteses matemáticas de chegar ao 2.º lugar – só os quatro melhores segundos vão decidir quem ocupará a vaga africana no playoff intercontinental –, mas é uma missão quase impossível. Na estreia do francês Patrice Beaumelle, que sucedeu ao português Pedro Gonçalves, visita amanhã o Eswatini. Moçambique, 3.º no Grupo G (15 pontos), também ainda pode apurar-se e recebe a Guiné Conacri na 5.ª feira. Mais difícil é a missão da Guiné-Bissau (4.ª/10 pontos) no Grupo A (visita amanhã a Etiópia), enquanto São Tomé e Príncipe (sem qualquer ponto no Grupo H) já está eliminado.
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