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João Cancelo não tem tido a utilização que desejaria no Bayern Munique. Em 11 jogos disputados pelos bávaros, o lateral internacional português jogou quatro como suplente e foi titular nos restantes sete, mas só em dois cumpriu os 90 minutos. A utilização algo irregular sob o comando de Nagelsmann, que entretanto já saiu do comando técnico da equipa, levantou alguns problemas entre o defesa e o treinador.
Apesar de assumir ser alguém "muito impulsivo e sentimental", em entrevista aos canais oficiais do Bayern Munique, João Cancelo diz ter "o coração no lugar certo" e alguém que acredita em fé.
"Acredito em Deus. E, acima de tudo, acredito na minha mãe Filomena, na força que ela me dá. Com a morte dela, perdi o meu grande suporte. Na altura tinha apenas 18 anos e tive de aprender a viver sem ela. A perda dela fortaleceu-me e tornou-me na pessoa que sou hoje. Às vezes dizem que eu não tenho uma personalidade muito fácil de lidar. Mas o meu coração está no lugar certo e sou uma pessoa com quem podem sempre contar", começou por dizer, continuando: "É difícil de explicar, mas vou tentar. Sou muito impulsivo e sentimental e possivelmente fácil de ler porque expresso sempre o que sinto. Pessoas transparentes como eu não têm uma vida fácil no mundo implacável em que vivemos."
Ronaldinho Gaúcho como o "maior ídolo"
"O meu maior ídolo é o Ronaldinho Gaúcho. Pela alegria de jogar, pelo carisma. Para mim, ele foi o mais talentoso de todos os profissionais que vi jogar. Não vi jogar Diego Maradona e Pelé, nem Marco van Basten ou Johan Cruyff. A descontração, a alegria de Ronaldinho, a sua inteligência e ousadia, a magia em campo e a diversão que proporcionava aos adeptos, era algo único. É por isso que Ronaldinho Gaúcho é o meu herói."
O início no futsal e a mudança para a formação do Benfica, "uma das melhores do mundo""Na verdade, prefiro dar assistências do que ser eu a marcar. Treino passes e cruzamentos todos os dias. A minha técnica desenvolveu-se naturalmente. Quando eu ainda estava na escola, jogava futsal. Como é uma modalidade com menos espaço para se jogar, a técnica é algo que é especialmente trabalhada. Também jogava futebol com os meus amigos na rua, dois ou três deles também eram muito talentosos. Mas não se chega ao topo só com talento. Depois mudei-me para o FC Barreirense. Depois tive a oportunidade de ir para a Academia do Benfica, uma das melhores escolas de formação do mundo. Quase todos os dias sai de lá um novo talento", terminou.
Por Record