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O sotaque, apesar de um pouco ‘cantado’, não engana: é português e é do Norte, mais precisamente de Amarante. Daniel Neri está no Brasil há 16 anos e é certo que nunca teve o sucesso de Jorge Jesus, mas explica que cada caso é um caso e o ‘segredo’ não é de cabeleireiro: um é careca e outro cabeludo, e ambos podem ser bons técnicos. Está a demonstrar isso mesmo e a um passo de se tornar, pela primeira vez, campeão, a acontecer neste Campeonato Pernambucano.
Começou como treinador no outro lado do Atlântico talvez um pouco por ‘acidente’, pois a sua chegada ao país sul-americano aconteceu através de um intercâmbio universitário. Por lá, não só se apaixonou-se pelo ‘novo’ país como pela mulher com quem é casado até hoje. "Acho que a conquistei no São João em Caruaru. A gente dançou muito, enganei-a, ela pensou que eu era bailarino e a partir desse dia fechamos contrato para a vida", conta Neri, em entrevista ao ‘GloboEsporte’.
O campo amoroso foi conquistando pontos, e espaço, para o campo ‘a sério’– o de relvado. ‘Prendeu-se’ em Pernambuco e no futebol, do ‘primeiro passo’ nem há registo formal, mas sabe-se que foi enquanto treinador do Santa Cruz. Em Portugal já tinha treinado o Progresso, neste caso sem a ‘Ordem’, como na mensagem brasileira, e também no Dragon Force.
Depois da estreia com o Santa Cruz, mudou-se para as bases do Porto de Cuararu, onde permaneceu três épocas, e daí para as formações do Sport de Recife, durante cinco anos.
Embora goste pouco de comparações, a semelhança com Jorge Jesus pode surgir por, também Neri, ter ‘Jorge’ no nome e ter treinado o Flamengo, mas o de Arcoverde. Foi a segunda experiência a orientar uma equipa sénior, sendo que a primeira aconteceu no português Progresso, ironicamente.
Continuou progredindo, até que na época de 2019 chegou ao Salgueiro, clube que treina até hoje e pode estar perto de fazer história. Caso vença aquela que foi a sua primeira casa, o Santa Cruz, o técnico de 41 anos poderá levar o Salgueiro ao ‘feito’ de ser a primeira equipa do interior a conquistar o título de campeão pernambucano nos últimos 100 anos. "Chego numa final pelo Salgueiro e contra o primeiro ‘time’ que eu tive contacto no Brasil, que me abriu a porta, que me acolheu", aponta o treinador, com uma mescla de português de Portugal e português do Brasil.
Para Daniel Neri é a primeira final e pode ser, claro está, o primeiro troféu; para o Salgueiro é já a terceira dos últimos seis anos e jogar-se-á com o desafio extra de fazer esquecer a final perdida de 2015 contra o mesmo rival.
Ao fim dos vários anos e num momento de auge, Neri afirma que se "sente brasileiro".
Autor: Rita Pedroso
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