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Paraná fecha patrocínio com casa de "entretenimento adulto" e provoca fúria nos adeptos

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Boate 'Evidence 5000' anunciou acordo e grupos organizados revoltaram-se

Em 2018, o Paraná Clube estava na Série A com os grandes do futebol brasileiros. Cinco anos depois, caiu do primeiro escalão para o fundo da hierarquia, tendo apenas agora o estadual para se 'entreter'. E na segunda divisão! Uma queda vertiginosa para um clube que chegou a ser 5.º no Brasileirão e alcançou os 'oitavos' da Libertadores, mas que agora se vê não só afundado, como também na necessidade de encontrar patrocinadores menos comuns para conseguir garantir fundos para continuar em atividade.

Um deles, o mais recente - e ainda para mais aquele que ficará na frente da camisola -, está a gerar uma enorme revolta na falange de apoio, tudo porque se trata de um espaço de "entretenimento adulto", a boate 'Evidence 5000'. O anúncio não foi feito pelo clube, mas antes pelo espaço de diversão, mas isso não foi impeditivo para que, mal se soubesse, se tenha gerado um verdadeiro caos nas redes sociais.

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Em especial por parte da claque feminina 'Gralhas da Vila', que nas redes sociais partilhou uma nota de repúdio perante este novo acordo. Na sua nota, a referida claque cita várias estatísticas, como por exemplo o facto do Brasil ocupar o segundo lugar no ranking de exploração sexual de crianças e adolescentes (apenas atrás da Tailândia), estar no "primeiro lugar em exploração da América Latina" ou segundo dados da UNICEF de 2010, "cerca de 250 mil crianças estão prostituídas (exploradas) no Brasil." E ainda dá outros dados, como por exemplo o facto de meninas se prostituírem por 2 reais (36 cêntimos) em Roraima ou mulheres fazerem o mesmo por 5 reais (90 cêntimos) no Nordeste.

"Quando aceitamos que alguém estampe na nossa camisola algo que é favorável a tudo isso, estamos a validar a exploração e objetificação de corpos, em sua maioria – e nesse caso, talvez até de forma total – femininos", pode ler-se na nota, na qual a Gralha da Vila considera ser "inaceitável que o Paraná Clube não leve em consideração a luta diária das suas adeptas e de todas as mulheres". "É inaceitável que o clube seja conivente com um patrocinador que traz o corpo feminino como produto. Se esperam silêncio de nossa parte, saibam que não nos vamos calar. Estaremos sempre aqui pelo Paraná Clube. Mas seguiremos na luta contra uma sociedade que acredita que a mulher nasceu para servir ao homem, que acredita que nosso corpo é puramente um pedaço de carne e que homens podem tratar-nos como objeto sexual", finaliza.

O ge tenta contato com a casa de shows e atualizará a matéria assim que tiver um posicionamento.

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- O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de exploração sexual de crianças e adolescentes, estando apenas atrás da Tailândia.

- Brasil é o primeiro lugar em exploração da América Latina.

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- Turismo sexual estimula exploração sexual infantil no Brasil. pic.twitter.com/J1vsYPRB8s

Por Record
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