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Vítor Pereira abandonou o comando do Flamengo em abril, não resistindo aos maus resultados que acumulou ao serviço do rubronegro carioca. O técnico de 54 anos garante que vai aproveitar para descansar depois de uma experiência "muito desgastante" no futebol brasileiro, onde orientou também o Corinthians, no ano passado, tendo a sua mudança para o 'Fla' causado muita polémica.
"Vou descansar, preciso de descansar. O futebol é uma paixão, mas ao mesmo tempo é uma droga. Eu hoje estou bem sem ele, estou a precisar de parar um bocadinho, mas tenho a certeza de que daqui a dois meses começo a ter dificuldade em viver sem ele. É como viver sem uma droga que não conseguimos largar. Para já estou bem, vou descansar, estar com a família e fazer coisas que já não faço há muito tempo. Depois vou ver se tenho paciência para agarrar um projeto, mas se o bom projeto não aparecer depressa, lá vou eu para mais uma aventura", brincou, em declarações prestadas no evento '2 Build 2023', no Hotel Palácio, no Estoril, analisando depois a sua passagem pelo Brasil.
"É muito desgastante porque são viagens constantes, são jogos uns atrás dos outros, de três em três dias, o campeonato é extremamente difícil. Antes de lá chegar não tinha bem a noção, ouvia dizer mas não percebia, mas é muito difícil e muito competitivo. É sair de 30 graus para 15 graus, andar em viagens que são quase entre continentes. Há equipas a jogar de uma forma completamente distinta e a obrigar a que a própria equipa se adapte a formas de jogar muito diferentes, é estar a acabar um jogo e já me estarem a pedir a convocatória para o jogo seguinte e quem vai viajar e quem não vai viajar...", desabafou.
"Passei do Corinthians para o Flamengo, um clube com 40 e tal milhões [de adeptos], outro clube com 50 e poucos milhões. É muito milhão junto [risos], com algumas guerras também no meio, e sinceramente não foi fácil. Também descansei muito pouco de um projeto para o outro e paguei um bocadinho a fatura. Aliás, ainda estou a pagar um bocadinho a fatura", assumiu.
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