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A história que levou à detenção de Edwin Congo: cocaína em caixas de ananás e limão

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Investigação decorreu durante mais de um ano

O antigo futebolista Edwin Congo foi detido na terça-feira, no âmbito de uma operação contra uma rede de narcotráfico, tendo sido entretanto libertado. Já esta quarta-feira a polícia emitiu um comunicado explicando os detalhes da mega operação internacional desenvolvida em Espanha, Bulgária, Holanda e Colômbia.

Segundo as autoridades espanholas, esta mega operação terminou com a apreensão de 1.200 quilos de papelão prensado e mais de 1.000 litros de produtos químicos na Holanda. Após um ano de investigação, 18 pessoas foram detidas: nove em Espanha, quatro na Bulgária, três na Holanda e duas na Colômbia.

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A investigação começou depois das autoridades terem detetado atividades ilícitas de um indivíduo, apelidado de 'cirurgião' ou 'doctorcito', que anos antes já tinha sido detido por tráfico de drogas. Segundo a refere a 'Marca', o tal médico, que veio tratar um conhecido jogador de futebol, usou a sua clínica, entre outros lugares, para fazer negocios com terceiros relacionados à investigação.

Depois de vários esforços, os agentes terão verificado a existência de uma organização, com sede em Espanha, que tentava introduzir cocaína em larga escala na Europa. Para tal, possuíam uma ampla rede de contatos, chegando até a representantes do clã 'Los Castañas' para fazer uso da logística desse grupo no sul da Espanha.

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A investigação terá permitido que os agentes identificassem os principais chefes da organização criminosa, que usavam um sofisticado sistema de ocultação para introduzir a droga na Europa: a cocaína era prensada em caixas de papelão, ficando oculta entre camadas de papel sobrepostas durante o processo de criação da própria caixa, e entrado assim como mercadoria legal exportada da Colômbia. Depois seria na Holanda e na Bulgária que se daria o processo de extração da cocaína.

De acordo com a investigação das autoridades, cada caixa de papelão continha pequenas quantidades de droga - menos de 100 gramas - e eram enviadas da Colômbia para a Europa em contentores de transporte de ananás e limão.

Edwin Congo, que chegou a jogar no V. Guimarães, alega inocência apesar de reconhecer ter ligações a pessoas envolvidas no caso. 

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