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Capel e a depressão após chegar ao Barcelona: «Falava com a minha mãe e chorava muito...»

Diego Capel
• Foto: Luís Manuel Neves

Muitos ambicionam chegar ao estrelato, mas desconhecem que para lá chegar é preciso ultrapassar o caminho das pedras. Diego Capel mostrou-se ao mundo do futebol no Sevilha, chegou à seleção espanhola, vestiu a camisola do Sporting durante quatro temporadas antes de sair para os italianos do Génova, tendo depois abraçado mais quatro projetos até terminar a carreira em 2021/22, ao serviço dos gregos do Irodotos. Porém, o início de tudo foi no Barcelona e não foi nada fácil, ao ponto de ficar lavado em lágrimas todas as noites.

"Eu estava a jogar no torneio de futsal de 24 horas na minha cidade. Era o meu primeiro torneio. Quando terminou, o meu treinador disse-me que havia um homem que queria falar comigo. Ele apresentou-se como olheiro do Barça em Almería e foi ele quem me descobriu", começa por contar o ex-internacional espanhol, no podcast 'Offsiders', dando conta que a mudança para La Masia mudou a sua vida. "Era um ambiente familiar. Estava perto de Iniesta , Víctor Valdés... almoçava com o Fábregas. Era tudo tão imprevisível. Jogar futebol ali, com toda a história e os muitos jogadores que saíram de lá..."

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Ainda assim, Diego Capel conta como nem tudo era um mar de rosas. "Passei por momentos difíceis. Depois de seis meses, sofri de depressão. Sentia muita falta da minha família. Sempre disse, quando me perguntavam sobre esse caso, que não era muito a favor de alguém deixar o ambiente familiar nessa idade. Acho que hoje em dia as coisas são diferentes. As crianças levam suas famílias com elas. Eu nem tinha telemóvel. Deram-me um Alcatel, que era uma porcaria, para ligar para os meus pais. E essa era a minha rotina diária. À noite, conversava com a minha mãe e chorava muito. Depois de cinco ou seis meses, decidi voltar para minha aldeia."

Apesar da angústia e solidão, Capel reconhece que foi bem tratado em La Masia e enaltece as condições do centro de formação do Barcelona. "Sou eternamente grato. Eles trataram-me muito bem lá. É como uma família. Eles cuidam de ti durante 24 horas por dia. É verdade que senti que não era a minha hora, que o futebol era secundário porque eu precisava do carinho da minha família e decidi voltar para Almería."

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Por Daniel Lopes Monteiro
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