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Uma arritmia cardíaca - sofrida em outubro no encontro entre Barcelona e Alavés - levou ao final de carreira prematuro de Sergio Agüero, aos 33 anos. Em declarações à 'Marca', o cardiologista que seguiu o argentino, Roberto Peidro, deu mais detalhes sobre o problema de saúde do agora antigo jogador.
"O que foi feito com um cateter foi queimar aquela área onde as arritmias saíram. Pensamos que vai funcionar bem e resolver o problema, mas o nosso conselho é que ele não fizesse desporto de alto rendimento que envolvesse um grau significativo de stress físico e mental várias horas por dia", frisou, deixando a garantia de que Agüero pode fazer uma vida normal, apesar de ter ficado com uma pequena cicatriz perto do coração na sequência da intervenção que descreveu.
Piedro admitiu ainda que a arritmia pode ter sido causada por um vírus, mas descartou a possibilidade de poder estar relacionado com o problema que Agüero sofreu em 2004 ou mesmo com a Covid-19.
"O mais provável é que a pequena cicatriz encontrada seja produzida por um vírus que apanhou em algum momento de sua vida e nunca foi detetado, mas não tem nada a ver com o coronavirus ou com a vacina em si", sustentou, antes de finalizar: "Provavelmente poderia continuar a jogar e as arritmias não voltarem a acontecer, mas não podíamos ter a certeza."