Raúl de Tomás arrasa Espanyol: «Terão as suas razões para me terem encurralado e subestimado»

• Foto: Lusa/EPA

Raúl de Tomás, avançado ex-Benfica que acaba de assinar pelo Rayo Vallecano, emitiu um comunicado nas redes sociais, a fim de clarificar a sua saída do Espanyol. O jogador acusa a direção do clube de o ter "encurralado e subestimado".

Raúl de Tomás aproveitou ainda para clarificar que valores como "disciplina, lealdade e obediência lhe foram sempre incutidos desde criança" e que não seria agora que os iria trair.

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Leia o comunicado na íntegra

"Os acontecimentos em que tenho estado envolvido nas últimas semanas obrigam-me - com muita pena minha - a tornar pública a seguinte declaração. Sou, por natureza, um apreciador da discrição e tento passar o mais despercebido possível, uma vez que me considero apenas mais um jogador de futebol e acredito que o único interesse que realmente promovo é o que faço em campo. Mesmo assim, tenho de dizer:

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1.O mais importante de tudo: quero deixar clara a minha gratidão e o meu respeito pelo RCD Espanyol, desde os trabalhadores do clube, aos meus companheiros de equipa e, acima de tudo, aos adeptos que sempre me deram amplas provas de afeto e solidariedade que nunca esquecerei. Ficarei sempre em dívida com todos. Durante as duas épocas e meia em que vesti com orgulho a camisola do Espanyol tentei dedicar toda a minha força e entregar-me de corpo alma a esta equipa, independentemente da categoria ou da posição na tabela classificativa. O resultado dos meus esforços está à vista de todos e seria pretensioso da minha parte continuar a enumerar: estou mais do que satisfeito com as consequências que teve para o bem do clube e para a satisfação dos adeptos. Quanto àqueles que aproveitaram o meu silêncio para promover os seus interesses pessoais de forma cobarde, usando-o também como cortina de fumo para encobrir uma gestão infeliz, terão de responder pelas suas ações sem se esconderem atrás de mim. Também deveriam ser eles a explicar a razão da sua vontade em expulsar-me de uma equipa que eu considerava como a minha própria casa, lançando uma campanha desproporcionada de ataques pessoais que eu não quero que ninguém sofra.

2. Tenho Diego Catoira Mosquera e Diego Martínez Penas, atual diretor desportivo e treinador, respetivamente, do RCD Espanyol, na estima que merecem; os seus méritos profissionais e o seu historial precedem-nos e [os adeptos] têm mais do que o suficiente para os apoiar, creio eu. Eles terão as suas razões para me terem encurralado e subestimado, embora eu não os vá questionar publicamente. É para mim muito claro que disciplina, lealdade e obediência são valores básicos para qualquer desportista, foram-me incutidos desde criança e não os vou trair agora. É por isso que aceito sem críticas a decisão de não contarem de todo comigo. Na mesma linha, suponho que compreenderão que tentei encontrar uma saída digna que me permitisse prosseguir o meu sonho mais profundo, o de jogar e dar o melhor de mim neste desporto. Uma ambição que coloco acima da retribuição financeira ou qualquer outro tipo de vantagem: isso é óbvio".

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Por Record
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