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BBC encrava à segunda letra

BBC encrava à segunda letra
• Foto: GETTY IMAGES

A contratação de Gareth Bale deu muito que falar no Real Madrid, mas as principais linhas de discussão centraram-se, sobretudo, em dois aspectos: o valor pago pelo Real Madrid ao Tottenham e a adaptação/integração do esquerdino galês, tratado-se de uma equipa de estrelas, onde Cristiano Ronaldo é a que mais brilha.

Harry Redknapp, técnico responsável pelo consolidação do galês na equipa principal do Tottenham, escreveu no início de outubro de 2013 - um mês depois dos merengues terem pago 94 milhões de euros pelo galês -, que Cristiano Ronaldo seria "a chave do sucesso" de Bale no clube espanhol.  "Porque se tudo correr bem no relvado, então o resto não passará de uma leve irritação. Se correr mal no campo, as outras coisas assumirão uma proporção 10 vezes maior", adiantou.

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No seu livro "Always Managing: My Autobiography", o veterano inglês desvalorizou, assim, o discurso dos que diziam que Ronaldo ia "fazer a cama" ao recém chegado. Todavia, não deixou de comentar a possibilidade: "Se o Ronaldo se sentir ameaçado pela chegada do Gareth, Madrid será como uma cidade deserta para ele."

Bale está agora a precisar mais do que nunca de todo o apoio, depois de uma primeira temporada que, apesar de alguns percalços, correu de feição, tendo em conta que se tratava da estreia. O esquerdino perdeu gás e, sobretudo, o encanto para os adeptos que o passaram a assobiar pelo desacerto na hora de decidir entre se deve rematar ou passar.

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A nível interno, Bale poderá estar a viver também algo semelhante, com os companheiros de ataque, que ajudam a formar a famosa BBC - Benzema, Bale e Cristiano - a exigirem assistências, sobretudo o internacional português. A situação não andará, contudo, perto do que Redknapp escreveu e Madrid não é, ainda, "uma cidade deserta".

A ligação a Ronaldo não acaba aqui. A última vez em que Bale marcou num jogo da liga espanhola aconteceu frente ao Córdoba, jogo a 24 de janeiro no qual o Real Madrid venceu por 2-1 depois da expulsão do internacional português. Ronaldo também não tem estado no seu melhor e esse é mais um factor a ter em conta nesta desestabilização do galês, pressionado para ajudar o "chefe" e, sobretudo, a equipa, a sair da situação complicada em que se meteu no início de 2015.

Os números de Bale pioraram depois desse embate no reduto do Córdoba, com o esquerdino a não se envolver em golos da equipa desde então. Ou seja, há sete jogos, seis para a liga espanhola e um para a Liga dos Campeões, que o galês não marca ou assiste.

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Mais: a frequência com que remata, uma das suas imagens de marca - um remate a cada 18 minutos na última temporada no Tottenham; um a cada 24 minutos, em 2013/14, na estreia nos merengues -, a par com a velocidade, passou de um remate por cada 22 minutos, para um a cada 60 minutos. Essa alteração fez com que se mantivesse nos 12 golos e nas seis assistências, no que toca a jogos da liga espanhola e da Champions.

Outra estatística das duas competições dá força a esta metamorfose de Bale, que, na temporada de estreia e no arranque para 2014/15 mostrou sempre grande disponibilidde para recuar no terreno e ajudar a defender com empenho. Pois bem, o galês não só parece ter perdido essa qualidade, como se mostra mais permeável, pois os adversários passam por ele quase três vezes mais do que sucedeu em 2013/14.

Logo se verá se o jogo com o Schalke 04, na noite desta terça-feira, no Santiago Bernabéu, da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, confirmará a tendência de quebra da BBC, que parece emperrar à segunda letra do acrónimo... a que corresponde a Bale.

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