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Pai de Mbappé emocionado fala em "sacrifícios": «O Kylian saiu de casa aos 13 anos. As pessoas não percebem isto»

Fayza Lamari e Wilfried Mbappé, a mãe e o pai de Kylian Mbappé
• Foto: AP

A brilhar ao mais alto nível há mais de 10 anos, Kylian Mbappé começou a dar nas vistas na formação do Clairefontaine e logo se mudou para o Monaco, em 2013. E foi aí que tudo mudou. Em declarações no programa 'C à vous', Wilfried Mbappé, o pai do avançado francês, revelou como é ter um filho que, desde cedo, se tornou numa superestrela, e assumiu que, neste caso, a fama trouxe coisas à sua família que "as outras pessoas não percebem".

"Gostaria de falar sobre os sacrifícios. Estamos a falar daquilo que representa, a nível humano, ter um filho que joga futebol [ao mais alto nível]. Vi o Kylian a sair de casa aos 12 ou 13 anos. As pessoas não se apercebem disto. Claro que agora, quando já é um produto terminado, as pessoas dizem 'olha no que ele se tornou'. Mas há tantas coisas que não temos... Tantas coisas que não fizemos e que não dá para substituir. Quem é que quer ter filhos para os perder aos 13 ou 14 anos? Ninguém. Não há um pai ou uma mãe que possa dizer 'o meu filho saiu de casa aos 13 anos e nunca regressou'. Foi o que aconteceu connosco. Tem um projeto, uma história maravilhosa, mas quando explico estas coisas a outros pais há uns que não entendem. As pessoas não conseguem perceber. Com aquela idade já jogava com campeões no Monaco...", lamentou Wilfried.

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Recorde-se que, em setembro do ano passado, o próprio Kylian Mbappé concedeu uma entrevista ao 'L'Équipe' onde explicou que o dinheiro nem sempre é solução para tudo: "Quanto mais dinheiro tens, mais problemas tens. O dinheiro pode destruir tudo. Há pessoas que não veem que a tua vida está a mudar, querem conservar a imagem de quando eras pequeno, de quando estavas com eles... Mas agora não és o mesmo. Tens responsabilidades, compromissos, um trabalho e contas a prestar. É bom crescer, chegar lá acima com a mesma família e uma base de confiança. Mas às vezes as coisas não funcionam assim e há que o assumir. Isso não significa que o caminho tenha terminado, mas apenas que esse vínculo não funciona mais. Há muitos desportistas que enfrentam este problema".

Por André Santos
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