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A "tortura" de Michael Owen: «O meu corpo estava a falhar-me...»

• Foto: EPA

Michael Owen ganhou a Bola de Ouro há 20 anos, tinha ele 21, e imaginava, àquela data, que podia ganhar ainda mais. "Não imaginava que as lesões me podiam afetar tanto", recorda agora em entrevista ao 'Daily Mail'.

A conquista do 'triplete' ao serviço do Liverpool, com a Taça UEFA, Taça de Inglaterra e Taça da Liga colocou-o no topo do mundo do futebol, o que fez a queda ser maior ainda. "Fico com o meu orgulho ferido quando as pessoas recordam o que fiz a partir dos 20 anos. Tinha 'Owen' escrito nas costas, mas não era o de 'Michael Owen'. Tinha a mentalidade de um dos melhores jogadores do mundo, mas o meu corpo estava a falhar. Foi uma tortura. No fundo, sei como poderia ter sido bom. Dos 10 aos 17, acho que não existia ninguém tão bom no mundo. Aos 18 anos, estava a marcar golos no Mundial, aos 21 anos, venci a Bola de Ouro. Mas, sinceramente, estava melhor aos 19 anos. Foi então que sofri uma lesão paralisante", recordou.

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E recorda: "Preferia ter partido a perna. Rasguei o tendão na coxa e naquela altura não se era operado a este tipo de lesão. Deixavam que cicatrizasse. Foi um ponto decisivo da minha carreira. Pergunto-me muitas vezes como aconteceu aquela lesão, porque era sólido que nem uma rocha e nunca falhei um jogo. Sir Alex Ferguson sempre disse que caso tivesse assinado pelo Manchester United quando era criança, isto não tinha acontecido, porque ele me teria protegido".

Owen saiu de Liverpool para Madrid aos 24 anos depois de 158 golos em 297 jogos. "Se tivesse ficado, despediam-me aos 27. Fernando Torres era muito melhor do que eu na altura. Ao menos o Liverpool viu o melhor de mim, em vez de ser despedido e posto noutro sítio. Isso teria sido triste".

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Por Record
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