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Fellaini: «Mourinho podia ter-me matado mas defendeu-me»

O belga Marouane Fellaini é associado por muitos adeptos do Manchester United à má fase do clube no pós-Alex Ferguson. Única contratação de David Moyes, que herdou o pesado fardo de suceder ao mítico treinador, em 2013/14, o médio também nunca esteve ao nível que demonstrou ao serviço do Everton, acabando por ser vítima de vaias e assobios em Old Trafford, como sucedeu na sequência do penálti que cometeu aos 89 minutos do jogo frente à sua antiga equipa (1-1), em Liverpool, a 4 de dezembro de 2016.

Todavia, essa animosidade não levou o José Mourinho a retirar-lhe o apoio transmitido quando estava a disputar o Euro'2016, algo que o futebolista não esquece e que contrasta com a posição adoptada pelo holandês Louis van Gaal, antecessor do treinador português no cargo, que tinha indicado a contratação do espanhol Ander Herrera e o compatriota Daley Blind para a mesma posição.

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"Ele podia ter-me matado, mas em vez disso defendeu-me e protegeu-me. Nunca o esquecerei por isso. Mourinho deve ter ficado com raiva por causa daquele penálti em casa do Everton, mas não falou comigo sobre isso no balneário, após o jogo", disse Fellaini à publicação 'Sport Voetbalmagazine', recordando ainda a comemoração do golo apontado ao Hull (1.ª mão das 'meias' da Taça da Liga, a 10 de janeiro), com o treinador português e adecisão deste de indicar ao clube para acionar a opção de renovação estabelecida no seu contrato.

"Mourinho telefonou-me antes e no decorrer do Euro'2016 e disse-me: 'tu não vais a lado nenhum, estou a contar contigo'. Tenho um excelente relacionamento com ele. Penso que ele é uma excelente pessoa e nunca desiste de um jogador desde que se dê o máximo nos treinos e jogos. Tem uma personalidade fantástica e é respeitado por todos", acrecsentou o internacional belga, para depois falar do antecessor do treinador português no cargo em Old Trafford:

"Quando Van Gaal chegou, disse-me logo: 'pode ficar, mas não és a minha primeiras escolha, nem a segundo, nem sequer a terceira'. Quis sair, mas 'encaixei' e nas semanas seguintes consegui fazer com que ele mudasse de opinião."

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Por António Espanhol
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