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João Carlos Teixeira: «Pediu-me para chutar à baliza»

João Carlos Teixeira: «Treinador pediu-me para chutar à baliza»
• Foto: John Powell/liverpool

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Chama-se João Carlos Vilaça Teixeira, é médio ofensivo e tem 21 anos. Na quarta-feira à noite cumpriu um sonho de menino e estreou-se pelo Liverpoool, no desafio da 26.ª jornada da Premier League, frente ao Fulham, em Craven Cottage. Entrou aos 81 minutos, quando o marcador registava 2-2. O treinador Brendan Rodgers pediu-lhe poder de fogo, mas este natural de Braga preferiu assistir. Aos 90’+1, já em fase de desespero dos reds, o português lança a bola para Sturridge, que é carregado dentro da área de rigor. Penálti para o Liverpool, que o capitão Gerrard se encarrega de bater com mestria e vitória para os reds, por 3-2.

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Menos de 24 horas depois de todas estas emoções, o jovem craque ainda não desceu das nuvens. Depois de fazer formação no Sporting, ao lado de muitos dos jogadores que agora pontificam na formação liderada por Leonardo Jardim, chegou a Anfield em 2011. Trabalhou, sofreu e agora, com a humildade dos predestinados, aproveita o momento com um sorriso no rosto.

“Estou muito feliz, foi uma grande experiência e a minha estreia na Premier League. E jogar ao lado do Gerrard, Suarez ou Coutinho tem sido muito bom. Foi algo incrível. Ainda nem tive tempo para parar e pensar. Ontem [quarta-feira] foi um dia muito cheio de emoções e bastante atarefado. Recebi imensas mensagens, agora vou descansar de tudo isto, refletir e continuar a trabalhar, porque o treinador deu-me a confiança dele e eu dei o meu melhor. Penso que estive bem e agora vou trabalhar para ter mais oportunidades”, revelou a Record, ainda emocionado com tudo o que de bom lhe está a acontecer.

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E o que disse o treinador Brendan Rodgers antes da entrada em campo? Apoio incondicional ao jovem português: “Ele chamou-me e disse-me o que tinha de fazer dentro de campo. Depois disse para estar confiante e para chutar muito à baliza, porque acreditava que ia marcar um golo.”

O apoio de Steven Gerrard

Não marcou mas ajudou, e muito, a equipa do Liverpool. No final foi um dos destaques da imprensa britânica, mas também do grupo de trabalho red, que não se cansou de o parabenizar.

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“O primeiro a falar comigo foi o Gerrard, que disse que isto era apenas o início e que agora tinha de trabalhar no máximo, para depois chegar ainda mais alto. O Suarez disse-me antes do jogo para estar tranquilo e para desfrutar do momento, porque era a primeira vez. Quanto ao Coutinho, disse-me que tinha estado bem e que tudo tinha corrido pelo melhor. Fiquei muito feliz com este apoio”, atirou orgulhoso.

Nomes mediáticos com os quais Teixeira se habituou a partilhar o dia-a-dia e que são um apoio fundamental para a evolução como jogador: “Dou-me bem com todos, mas tenho mais afinidade e mais à vontade com o Coutinho, que fala português, e com os jogadores espanhóis [Jose Enrique e Iago Iago Aspas], por causa da língua e porque a cultura é muito parecida. O Gerrard é referência para qualquer jogador do mundo, o Coutinho é um jogador fenomenal e o Suarez é um craque que, neste momento, está completamente no topo.”

Sempre ligado aos amigos do Sporting

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Teixeira está distante do país mas não do futebol português. Sportinguista de corpo e alma, aposta numa boa campanha dos leões esta temporada, até porque tem muitos amigos nas fileiras de Alvalade.

“Sim, acompanho a liga portuguesa pela Internet e pela televisão. Tenho gostado do que vejo porque o campeonato está competitivo, com as três equipas a lutar pelo título. Ainda faltam alguns jogos e, apesar da vantagem do Benfica, espero que o Sporting, se não for campeão, consiga ficar num lugar de acesso à Champions”, explica.

“Fico muito feliz com a aposta do Sporting nos jovens. Todos os jogadores do Sporting que estão na equipa A foram meus companheiros na Academia, alguns deles foram muito importantes ao nível dos conselhos que me deram. O Adrien Silva sempre me apoiou muito, tal como o Eric Dier, que estava aqui no Everton quando cheguei a Inglaterra. O William Carvallho, o Wilson Eduardo, o André Martins e o Rui Patrício também são meus amigos e conheço-os bem. Mantenho contacto com todos eles, felizmente”, revela.

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O futuro faz-se de mais trabalho, o mesmo empenho e uma tremenda vontade de continuar. O primeiro passo está dado e o céu é o limite.

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