A troca de 'diretas' e 'indiretas' entre José Mourinho e Jürgen Klopp continua, agora com o treinador do Liverpool a deixar o que será uma referência ao homólogo do Manchester United, que na noite de quarta-feira o tinha citado como exemplo para justica a forma diferenciada como é tratado por árbitros e federação.
O ponto de partida para este 'debate de ideias' aconteceu aos 77 minutos do Liverpool-Chelsea, de terça-feira. O técnico alemão 'explodiu' mal Simon Mignolet defendeu o pénalti marcado por Diego Costa e gritou na cara de Neil Swarbrick, 4.º árbitro da partida. Klopp foi questionado pelos jornalistas e revelou que tinha dito "ninguém nos consegue derrotar".
Na noite seguinte, Mourinho queixou-se das decisões de arbitragem no jogo do United frente ao Hull (0-0), mas recusou alongar-se nos comentários, justificando que seria castigado de imediato pela federação, apontando: "Sou diferente em tudo: vi a minha equipa jogar a partir de um hotel, fui proibido de ir ao estádio; o meu adjunto foi suspenso por seis jogos; eu nunca toquei em ninguém [referência a Wenger, que empurrou um quarto árbitro]; ontem um quarto árbitro disse a um treinador [Klopp] 'gosto da sua paixão, por isso faça o que quiser'; hoje, a mim o disseram-me para me sentar, senão tinham de me mandar para a bancada."
Klopp, que parece ter escapado a uma qualquer punição por parte da federação, foi de novo convidado a falar do assunto, agora sem que se possa tirar da equação as afirmações de Mourinho. E disse, lançando um desafio à federação inglesa... e 'picando Mourinho: "Não posso garantir que aquilo não volta a acontecer."
"Podia dizer que não aqui, mas estaria a mentir. É por isso que há multas. Se passarmos os limites, somos multados. Está certo que se tenha de pagar pela infração. Por natureza, os treinadores não são o tipo de pessoa que se quer atirar aos árbitros. Acham que o Arsène Wenger é uma pessoa que quer esmurrar o quarto árbitro mal o vê? Não é essa a sua natureza e toda a gente sabe isso", prosseguiu Klopp, justificando ainda:
"Aquilo acontece devido às circunstâncias e não por causa da personalidade. Por vezes não te consegues controlar e dizes coisas como 'ninguém nos consegue derrotar'. Nunca ouvi uma frase tão estúpida, tendo em conta que tínhamos perdido nos três jogos anteriores. E no que toca à forma como o disse... tive sorte por o 4.º árbitro ter reagido assim e espero que ele não se tenha metido em problemas por isso. Ele reagiu como um ser humano."