A expulsão de Ander Herrera por acumulação de cartões amarelos aos 35 minutos do jogo do Manchester United diante do Chelsea foi um factor determinante na eliminação dos red devils da Taça de Inglaterra, mas José Mourinho recusou apontar o dedo diretamente a Michael Oliver, preferindo fornecer dados estatísticos sobre o árbitro que dirigiu o embate dos quartos-de-final da competição, na noite de segunda-feira, em Stamford Bridge.
"Não falo do cartão vermelho. Só quero dizer que sinto orgulho dos meus jogadores e dos adeptos do Manchester United. Temos um jogo muito importante na quinta-feira, queremos descansar um pouco e preparar a equipa o melhor que pudermos", começou por dizer Mourinho, sublinhando logo de seguida:
"Todos podem analisar [o jogo] sob várias perspetivas, mas todos vimos o que estava a acontecer até ao cartão vermelho e o que aconteceu depois do cartão vermelho. Por isso, podemos comparar as decisões em relação aos dois cartões amarelos com outras nas quais não houve cartões amarelos."
"Não quero ir por aí. Michael Oliver é um árbitro com um grande potencial, mas o Manchester United teve azar. Em quatro jogos que fizemos marcou três penáltis contra a nossa equipa e expulsou um dos nossos jogadores. É algo que não posso mudar. Apertei-lhe a mão e disse-lhe muitos parabéns", encerrou o treinador português.
Mourinho referia-se às jornadas da Premier League diante de Watford (derrota, a 18 de setembro de 2016), Everton (empate, a 4 de dezembro de 2016) e Liverpool (empate, a 15 de janeiro de 2017), nos quais Oliver assinalou penáltis contra os red devils.
Nesta partida que o Chelsea venceu (1-0), Ander Herrera terá sido vítima da sucessão de faltas cometidas sobre Eden Hazard - situação que enfureceu Antonio Conte, homólogo do português. O árbitro terá avisado os jogadores do Manchester United para esse facto e o médio espanhol acabou por pagar por isso aos 35 minutos, apesar do toque 'leve' que deu no belga.
Por António Espanhol