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A solução encontrada pelo Manchester United para David de Gea não passa por pedir um valor exorbitante pelo guarda-redes que continua a ser apontado como potencial alvo do Real Madrid, depois da transferência para o clube espanhol ter fracassado no verão de 2015 devido a problemas administrativos.
De acordo com o 'Manchester Evening News', os red devils pretendem convencer o internacional espanhol a renovar contrato oferecendo-lhe condições salariais únicas, como um vencimento base de 11,4 milhões/ano... e se isso não for suficiente para afastar De Gea do Real Madrid, há ainda outra na manga. Mas trata-se de uma jogada arriscada.
É que nos termos do novo acordo assinado entre as partes no verão de 2015 ficou estabelecido que o clube inglês tem direito a accionar uma cláusula de renovação por uma temporada, o que levaria a ligação de 2019 para 2020. O risco aqui é ficar com um futebolista contrariado no plantel.
O United pretende manter De Gea porque se trata de uma prioridade para José Mourinho, mas também porque as alternativas não são baratas. Substituir De Gea implica contratar um guarda-redes de topo, mas também de futuro, com a lista atribuída ao treinador limitada a Gianluigi Donnarumma (Milan) ou Jan Oblak (Atlético Madrid), ambos muito caros - os italianos terão informado os red devils que não negoceiam abaixo dos 100 milhões de euros.
Com várias contratações planeadas para a próxima temporada, o United não pretende desviar verbas para a contratação de guarda-redes, mesmo que tenha disponibilizado um orçamento de 200 milhões de libras (mais de 238,1 milhões de euros) e que uma possível venda de De Gea ao Real Madrid represente um novo recorde para a posição, batendo a marca dos 52,88 milhões de euros pagos pela Juventus ao Parma por Gianluigi Buffon em 2001.