O Hull é o quarto clube da Premier que mais pontos amealhou desde 5 de janeiro, dia em que Marco Silva assumiu o comando técnico. Se a prova tem arrancado nessa altura, o modesto emblema inglês ocuparia uma das posições que permitem aceder à Champions, fruto dos 17 pontos conquistados em 11 jogos, deixando para trás o Liverpool de Klopp (menos 1 ponto), o City de Guardiola (1), o United de Mourinho (2) e o Arsenal de Wenger (4). Mas a realidade é diferente! O Hull já está acima da linha de água, é certo, mas ocupa um perigoso 17º lugar.
Vendeu - Deu um ‘abanão’ no plantel, permitindo a saída de dois jogadores influentes, Livermore e Snodgrass. A operação rendeu 20 milhões de euros ao clube.
Comprou - Exigiu o recrutamento de Niasse, Markovic, N’Diaye, Ranocchia, Grosicki, Elabdellaoui e Evandro. O rendimento destes 7 elementos tem sido elevado.
Melhorou - Sam Clucas ganhou protagonismo na manobra do Hull, tal como Harry Maguire. Já há quem os aponte... à seleção inglesa.
Aboliu os doces - Proibiu a ingestão de doces (pudins e tartes, por exemplo) à sobremesa, substituindo-os por fruta fresca.
Mexeu no estágio - O plantel passou a reunir-se de manhã no estádio quando joga em casa. O transporte até ao hotel (onde se realiza o almoço) passou a ser feito de autocarro para avivar o espírito de grupo. O português colocou ainda em vigor um rígido sistema de folgas.
Por Nuno Pombo