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O português Diogo Dalot foi protagonista no ‘Utd Podcast’ e destacou a ligação com os adeptos do Manchester United e o ADN de exigência do clube inglês, ao qual se mostra agradecido. E assumiu a vontade de "voltar ao estádio de Wembley para conquistar mais troféus".
"Está no ADN do Manchester United termos uma grande ligação com os adeptos e gosto de me ver como um jogador apaixonado. Nos anos que tenho passado aqui, sinto que é esta paixão que guia o clube", afirmou Diogo Dalot, desejoso de continuar a "contribuir para a felicidade dos adeptos, que estão sempre lá, mesmo várias horas antes do jogo".
Na opinião do lateral português, para fazer carreira no Manchester United é necessário "ser especial e ter grande mentalidade". Para Diogo Dalot, o clube reconhece a capacidade de luta dos jogadores, o que faz com que seja "apenas uma questão de tempo para estes serem recompensados".
Dalot recordou a sua fase menos boa, no qual passou por algumas lesões, tendo tido dificuldades em conseguir minutos de jogo. "Lembro-me que estava numa fase de lesões e que estava a lutar para ter minutos e jogar, mas estou orgulhoso por ver onde estou agora. Não se trata de como jogo ou do que as pessoas dizem sobre mim, trata-se de ser eu próprio. Na altura, não desisti", salientou.
"Fico feliz por olhar para trás e ver os progressos pelos quais lutei. Quando as coisas não correm bem, há que continuar a lutar, porque o tempo recompensa-nos. Este clube tem algo de especial, porque nos faz sentir muito bem quando as coisas correm bem, mas faz-nos sentir muito mal quando as coisas correm mal. Por isso, é preciso encontrar o equilíbrio. O equilíbrio para tentarmos ser a nossa melhor versão", acrescentou.
A conquista Taça da Liga, frente ao Newcastle, no estádio de Wembley, em fevereiro passado, foi um dia marcante para o português. "Lembro-me de falar com pessoas que estão no clube há muito tempo e que me diziam que uma final naquele estádio é muito especial e, depois de a jogar, percebi porquê", recordou.
O jogador de 24 anos confessou ter ficado impressionado com o ambiente à volta desse jogo: "À janela do hotel, estive cinco a dez minutos a apreciar os fãs a interagir. Vi pais com os filhos, e adeptos de ambas as equipas, todos a tirar fotos uns com os outros. É um sentimento especial".
E recordou uma conversa com Raphael Varane, companheiro de equipa. "Lembro-me de falar com o Rapha, quando estávamos a levantar o troféu, e lhe dizer que temos que cá voltar e vencer mais", justificando que "é um sentimento indescritível estar lá em cima e ver os adeptos a celebrar".