Alejandro Garnacho é por estes dias um dos jogadores mais entusiasmantes do futebol mundial, mas na formação passou por momentos complicados. Como aquele que foi relatado por Jesus Adolfo Marcos, então técnico dos Sub-19 do Getafe, a equipa que o internacional jovem argentino representou antes de se mudar para o Atlético Madrid.
"Quando me mudaram de equipa pensei que estava a ser despromovido, mas disseram-me que, na verdade, era uma promoção. Queriam que eu fosse o treinador do melhor jovem do clube. Era essa a minha missão, mas também o maior desafio. O Alejandro era um 'puto de rua', dos subúrbios de Getafe, e eu mal cheguei mudei-o para a academia, porque ele não era bom aluno. Era mais inteligente do que os colegas, mas tornou-se problemático, pois era malandro e começou a criar problemas. Levava comida para o quarto, doces e essas coisas, escondia o telemóvel e ficava acordado até tarde. Era também o primeiro a quebrar as regras!", revelou, ao 'The Sun'.
Jesus Adolfo Marcos lembrou ainda o tal dia em que 'sacou' o argentino... ao fim de 10 minutos. "Estávamos a jogar em casa do Rayo Majadahonda e fui obrigado a tirá-lo ao fim de dez minutos. Era claramente um problema de atitude. As instruções eram correr e esforçar ao máximo, porque eles pressionavam muito, mas o Alejandro não quis saber e não se esforçou. Substitui-o e no primeiro ataque sem ele marcámos. Acabámos por ganhar 6-0 e toda a equipa técnica estava à espera de uma reação negativa, queixas ou indisciplina. Mas foi o total oposto. O Alejandro reagiu com incrível maturidade, não reclamou e trabalhou duro na semana. É um rapaz inteligente, que percebeu que estava errado. Tem essa característica do jogador especial - conseguem ser rebeldes", disse.
Por Record