Adeptos do Tottenham insurgem-se contra De Zerbi por causa de... Greenwood

De Zerbi e Mason Greenwood
• Foto: AP

A temporada atribulada do Tottenham continua a conhecer novos capítulos. Depois do anúncio da para treinador do clube londrino, a braços com uma luta pela manutenção, o principal grupo de adeptos dos spurs veio a público criticar a escolha. O motivo? As declarações do italiano de 46 anos em defesa de Mason Greenwood, avançado do Marselha que recentemente foi visado num caso de violência doméstica e tentativa de violação da então namorada.

Em comunicado, o Tottenham Hotspur Supporter’s Trust considera “preocupante” a contratação do técnico, preocupações que, afirmam, fizeram chegar à direção do clube. 

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Lembrando que no passado o clube se comprometeu publicamente com a defesa de vítimas de violência doméstica, os adeptos defendem que as declarações passadas do novo timoneiro da equipa contradizem essa defesa. “Os comentários de De Zerbi sobre Mason Greenwood foram desnecessários, desadequados e profundamente ofensivos. (...) Se essas declarações refletem genuinamente as suas opiniões, ensombram de forma preocupante os valores do clube que amamos”, pode ler-se.

Na origem da polémica está o facto de De Zerbi, que entre 2024 e 2026 treinou Greenwood no Marselha, ter elogiado o caráter do jogador e expressado simpatia pela sua situação, referindo-se às acusações pelas quais chegou a ser preso em 2022, quando atuava no Man. United. 

“Tudo o que vejo é que Mason parece um bom rapaz, pagou caro pelo que aconteceu e provavelmente encontrou aqui o ambiente certo para ele, que lhe deu afeto e lhe estendeu a mão”, afirmou em 2025. Sinto tristeza pelo que aconteceu na sua vida, sem entrar em pormenores. Porque a pessoa que conheço aqui é muito diferente daquela que foi descrita, especialmente em Inglaterra.”

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Perante estas declarações, os adeptos do Tottenham vieram a público exigir um retratamento. “A comunicação do clube e do Sr. De Zerbi devem, de forma clara e inequívoca, reafirmar estes valores”. Pedem ainda ações concretas de reparação, tais como apoiar de forma visível organizações de solidariedade pelos direitos das mulheres e contra a violência doméstica.

Recorde-se que, em janeiro de 2022, no seguimento de uma acusação de agressões graves à companheira, que nas redes sociais divulgou várias imagens e áudios nos quais o jogador aparentava exibir comportamentos violentos. Acabou suspenso pelo Manchester United, antes de sair do clube, e foi ainda detido uma segunda vez por violar a sua liberdade condicional ao tentar contactar a vítima. 

Em abril de 2022, o à época-CEO do United revelou que a alegada vítima teria pedido às autoridades o encerramento do processo. O caso viria a ser arquivado no início de 2023, após “testemunhas-chave” se terem recusado a colaborar com a acusação.

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Por André Filipe Antunes
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