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O tema da saúde mental é cada vez mais premente no mundo atual e no futebol são cada vez mais os casos de jogadores que têm vindo a admitir as dificuldades que têm sentido a esse nível. O mais recente é o de Tomás Soucek, médio do West Ham e capitão da seleção da República Checa, que admitiu que há cerca de dois anos que tem lutado contra a depressão e insónias.
“Sabem do que é capaz de fazer a pulseira Whoop? Se não, é porque nada aconteceu. Eu também não fazia ideia ao início. Quando a comprei, no outono de 2023, precisei de ajuda. Uma pulseira preta muito comum, que não tiro do pulso esquerdo, mede o meu ritmo cardíaco e a qualidade do meu sono”, começa por explicar o jogador de 30 anos, na sua autobiografia, intitulada “Suk”.
"Olha-se para as aplicações no telemóvel e consegue-se saber pela curva quando uma pessoa está sobrecarregada, se podia fazer mais exercício durante o treino entre outras informações. E o mais importante, o sono! Não sabia mais o que fazer”, explica, apontando como a aquisição deste ‘gadget’ mudou a sua vida, deixando o obececado com a saúde.
“Têm sido dois anos de horror. Durante muito tempo morri de vergonha de falar sobre isto. Até os meus pais, até decidi escrever as minhas memórias, não fazia ideia do que se passava e do quão mau era. Era algo que me perturbava que cheguei a ponderar o fim da carreira”, revela Soucek, antes de descrever os sintomas que este estado mental lhe trouxe.
“Insónia, depressão, medo do futuro – o meu segredo mais bem guardado. Não acreditariam, pois não? Mesmo fazendo uma retrospetiva não consigo entender como isto aconteceu. Onde outros não eram capazes de pôr o pé, eu punha a cabeça, sem medo da dor. Nem consigo contar todas as cicatrizes que tenho no corpo. Já terminei jogos com a cabeça ligada, mas isto magoa-me a alma. Ao início, mas depois tornou-se insustentável. Comecei a fazer todos os jogos sem dormir... Imaginem o que isso significa”, remata.
Esta revelação causa choque no futebol inglês, principalmente para um jogador que é reconhecido pela sua garra e agressividade dentro do campo. Além disso, este testemunho surpreende para um jogador que tem conseguido manter grande consistência ao serviço do West Ham, sendo um habitual titular. Na época passada, realizou 38 jogos e apontou 9 golos.
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