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O encontro da Liga dos Campeões entre Atalanta e Valencia, disputado a 19 de fevereiro em Milão, que terminou com a vitória da equipa italiana por 4-1, foi identificado como um dos grandes focos de contágio da doença na Europa. "Uma bomba biológica", disse mesmo Giorgio Gori, presidente da câmara de Bérgamo, umas das cidades mais afetadas pelo novo coronavírus em Itália. Mas já o jogo da 1.ª mão em Valência, 9 dias antes, jogado já à porta fechada, fez correr muita tinta ao saber-se, pouco depois, dos vários casos positivos no plantel che. Volvidos mais de 3 meses do encontro, Gianpiero Gasperini, treinador da Atalanta, vem agora a público fazer uma declaração surpreendente.
"Tive coronavírus. Senti-me mal antes do jogo com o Valencia, e no dia do encontro [10 de março] ainda pior. Sem febre, mas estava um desastre. Nunca me fizeram o teste PCR, mas o teste serológico confirmou que tive a doença", afirmou à 'Gazzeta dello Sport'.
E prosseguiu: "Na tarde do jogo estava muito pior do que na véspera. Não estava com boa cara no banco. Era 10 de março. Depois de Valência, e nas noites seguintes, dormi pouco, não tinha febre, mas senti os ossos a 'partir' e por fora parecia que estava a viver uma guerra: a cada dois minutos passava uma ambulância com sirenes ligadas. Perdi o paladar, mas não sabia que tinha o vírus. Por isso, os testes serológicos confirmaram há poucas semanas: tive Covid-19".
Gasperini mostrou-se ainda favorável ao regresso do futebol. "Há quem pense que voltar ao campo é imoral depois do que aconteceu e com o risco de voltar tudo. Mas é a única maneira de voltar à normalidade. Só não gosto de duas coisas neste reinício: jogar sem público e as cinco substituições".
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