_
Já há acordo verbal, falta colocá-lo preto no branco! Ruben Amorim ruma a Itália nos próximos dias (ou horas...) para assinar um contrato com o Milan válido por duas temporadas (mais uma de opção). Otreinador português tem à sua espera um ordenado anual de 3,5 milhões de euros, valor a que podem acrescer uns quantos bónus. Que prémios de performance são esses? Conquista de títulos e qualificação para a Liga dos Campeões, objetivo que não foi alcançado esta época e espoletou a saída de Massimiliano Allegri e da estrutura do futebol.
O luso passa a ser o terceiro português a dirigir o Milan (sucede a Paulo Fonseca e Sérgio Conceição) e regressa ao ativo após a saída inglória do comando do Man. United a 5 de janeiro. Faz-se acompanhar de alguns adjuntos e abraça um projeto super exigente num clube que tem sido muito afetado pela instabilidade. O Milan nada ganha desde que Sérgio Conceição o conduziu à conquista da Supertaça de Itália a 6 de janeiro de 2025. A pressão dos adeptos tem vindo a subir atingindo, por vezes, níveis muito próximos do insuportável. Ruben Amorim terá, assim, de conviver com esse clima adverso e... um plantel em constante sobressalto.
Gerry Cardinale, proprietário do Milan, fica com a questão do treinador resolvida. Tem a seguir de solucionar a situação relativa ao diretor técnico. Markus Krösche, atual diretor-executivo do Eintracht Frankfurt, está na pole position, segundo a Gazetta dello Sport, e gostaria de trazer com ele Timmo Hardung, diretor desportivo do emblema alemão. Evidentemente, o sucesso de Ruben Amorim no Milan estará sempre umbilicalmente ligado à decisão quanto à composição destes cargos.
Por Nuno Pombo