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Maignan condena insultos racistas: «Não foi o jogador que foi atacado. Foi o homem e o pai de família»

• Foto: Reuters

Mike Maignan publicou este domingo uma mensagem nas redes sociais a condenar os insultos racistas de que diz ter sido alvo no jogo do Milan frente à Udinese (3-2). O guarda-redes considera que, apesar das campanhas contra o racismo, "nada mudou" e que há várias entidades que têm "de assumir a responsabilidade" porque são "cúmplices". O jogo, recorde-se, esteve interrompido durante cinco minutos.

Leia a mensagem na íntegra: 

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"Não foi o jogador que foi atacado. Foi o homem. É o pai de família. Não é a primeira vez que me acontece. E eu não sou a primeira pessoa a quem acontece. Houve comunicados, campanhas publicitárias, protocolos e nada mudou. Hoje, todo o sistema tem de assumir a responsabilidade:

- Os autores destes atos, porque é fácil agir em grupo no anonimato de uma bancada;

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- Os espectadores que estavam na bancada, que viram e ouviram tudo, mas que preferiam manter o silêncio, são cúmplices;

- A Udinese, que apenas falou de uma interrupção do jogo como se nada tivesse acontecido, são cúmplices;

- As autoridades e o Ministério Público, com tudo o que se está a falar, se não fizeram nada, serão também cúmplices;

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Já vos disse e se tiver de o dizer novamente: não sou vítima. E quero agradecer ao meu clube, o Milan, aos meus companheiros de equipa, ao árbitro, aos jogadores da Udinese e a todos aqueles que me enviaram mensagens, que me telefonaram, que me apoiaram em privado e publicamente. Não posso responder a todos, mas estou a ver-vos e estamos juntos nisto. É uma batalha difícil, que vai exigir tempo e coragem. Mas é uma luta que vamos vencer".

Por Record
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