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Um manual para formar pequenos dragões

"Portismo à maneira curta" é o título de um livro que tem o futebol como tema central, mas é baseado numa compilação de episódios reais e outros manipulados de um pai que, na qualidade de adepto do FC Porto, pretende incutir a mesma fidelidade desportiva ao seu pequeno filho.

A história é da autoria de Francisco Simões, investigador açoriano de 38 anos, nascido e criado na ilha Terceira, que, perante o hiato de sucessos desportivos do FC Porto, viu-se na obrigação de construir um argumento inspirador para cativar a paixão do seu rebento pelo azul e branco.

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Um manual para formar pequenos dragões

"Na minha familia ninguém ligava a futebol, mas acabei por começar a apreciar a grandiosidade do FC Porto através da minha primeira memória, que foi a final de Basileia, frente à Juventus, em 1984", esclareceu o autor, reconhecendo que a época dourada que os dragões viveram na década após esse jogo com os italianos não só acabou por ter um peso determinante na sua paixão, como é precisamente a lacuna que procura colmatar com este livro: "Naquele tempo nos Açores ninguém era do FC Porto, mas como ainda era criança a notoriedade desportiva que o FC Porto ganhou nos anos 80 acabou por ter um influencia tremenda na minha opção clubística. A ideia de escrever este livro surgiu depois de me ter tornado pai e numa altura em que o FC Porto está há quatro anos sem sucessos desportivos, pelo que vi-me na necessidade de construir um argumento para garantir que o meu filho também se tornasse portista".

O resultado é um manual recheado de episódios cómicos em que o autor procura fintar todos os recursos dos clubes rivais ao enquadrar a realidade sempre a favor dos portistas, como o exemplo que Francisco Simões avançou a Record: "O Pedro tem sete anos e quando começou a ter noção dos símbolos dos clubes ficou assustado com o dragão. Andei algum tempo a tentar perceber como é que ia enquadrar favoravelmente uma criatura mitológica que cospe fogo e queima toda a gente. Lembrei-me de associar o dragão a um elemento protetor quando lhe disse que o Pinto da Costa era o dragão que cuspia muito fogo, mas só o fazia para defender os seus filhotes das águias e dos leões, os verdadeiros malvados".

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