A formação foi ontem o tema do colóquio “Reflexões sobre o futebol português”, no qual participaram José Augusto, António Simões e Pedro Henriques (ex-jogadores), Carlos Janela (ex-dirigente), José Gomes (presidente da APAF) e Joaquim Evangelista (líder do Sindicato de Jogadores). No debate, moderado pelos jornalistas de Record Luís Milhano e João Socorro Viegas, foi unânime a importância do futebol de rua na deteção de talentos.
António Simões salientou o facto de “não se poder perder a paixão no materializado mundo atual”, lembrando a experiência vivida nos Estados Unidos, enquanto José Augusto – socorrendo-se da vivência de 14 anos nas seleções – destacou a necessidade de uma “conjugação entre a prática e o saber académico”, sublinhando o papel de Carlos Queiroz. Carlos Janela, por seu lado, criticou a formação, considerando-a “desatualizada”, o que mereceu a discordância de Pedro Henriques, o qual defendeu que “a entrada de estrangeiros dá dinheiro aos agentes”.
Por fim, Joaquim Evangelista destacou a necessidade de um documento estratégico, pedindo um papel mais ativo a dirigentes desportivos e políticos.