"Meia" de Lisboa sem sinais de crise

"Meia" de Lisboa sem sinais de crise
• Foto: MIGUEL BARREIRA

A crise parece ter passado ao lado da Meia-Maratona de Lisboa, cuja 23.ª edição, a realizar no dia 24 de março, foi ontem apresentada nas instalações dos CTT dos Restauradores. Para além dos 33 mil concorrentes já inscritos na “mini” (a larga maioria, como sempre) e na “meia” – só há lugares para mais cinco mil –, a prova contará mais uma vez com alguns dos melhores fundistas mundiais, havendo até os habituais cheques de 50 mil euros para a eventualidade de caírem recordes mundiais, como foi o caso de há três anos, quando o eritreu Zerzenay Tadese conseguiu 58.23 minutos, marca que se mantém.

Tadese, vencedor das três últimas edições, não estará desta vez, mas regressará o queniano Martin Lel, vencedor em 2003, 2006 e 2009 (e da última “Meia” da Ponte Vasco da Gama em 2012). Terá como principais adversários três etíopes: Sileshi Sihine, vice-campeão olímpico de 10.000 m em 2004 e 2008 e cinco vezes vice-campeão mundial de 5.000 m, 10.000 m e corta-mato entre 2005 e 2007; Imane Merga, campeão mundial de corta-mato em 2011 e bronze nos 10.000 m do Mundial do mesmo ano; e o jovem (23 anos) Lelisa Desisa, com auspiciosa estreia na maratona em janeiro, no Dubai, ao ganhar com 2:04.45 horas.

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No sector feminino, a grande figura será Edna Kiplagat, queniana, campeã mundial da maratona (2011). A referir ainda, entre as várias atletas previstas, outra queniana, Rita Jeptoo, e a russa Gulnara Galkina, esta campeã olímpica de 3.000 m obstáculos em Pequim’2008.

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