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Chegou o dia que Rui Pires tanto esperava desde a última jornada da temporada passada, quando garantiu a vitória da Liga Record e o grande prémio final: um Dacia Sandero. O melhor treinador de bancada de 2020/21 recebeu a chave, levou o carro para casa e ofereceu-o ao filho Guilherme, de 17 anos, que acabou por ser o principal beneficiado da excelente época do pai. Já ao volante, o campeão fez um rescaldo desta conquista.
"Quando começo a jogar, o objetivo é sempre fazer uma boa classificação final, mas não é nada fácil. Há uns anos fiquei em segundo e nesta época estive sempre à espera que me acontecesse a mesma coisa. Mas tive uma última jornada brilhante e consegui chegar à vitória", começou por dizer, acrescentando: "Comecei a acreditar a 11 jornadas do fim, porque a partir daí estive sempre em primeiro e segundo. Fiquei ligado à corrente!"
Foi aí que o sportinguista, de 51 anos, começou a ter um ajudante. "O meu filho quando percebeu que eu podia mesmo ganhar juntou-se à causa, a ver jogos e a procurar informações... Mas só depois da última jornada é que decidi que o carro seria para ele", atirou Rui Pires, que olha já para a nova temporada: "Jogo na Liga Record porque gosto, não só pelo prémio. Participo desde a primeira edição, estou muito motivado, mas sei que ganhar novamente é muito pouco provável", frisou.
Por fim, em relação ao seu Sporting, Rui Pires só pede competitividade: "Têm de ser candidatos a ganhar todos os jogos."