A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) promoveram a Corrida Solidária Make-A-Wish, que contou com campeões olímpicos e mundiais de atletismo e outras personalidades de relevo enquanto embaixadores.
O evento, de cariz solidário e comunitário, reuniu cerca de 500 crianças de idades compreendidas entre os quatro e os sete anos e mais de 100 atletas adultos e vários antigos atletas e dirigentes de renome no papel de embaixadores, realizou-se na Escola da GNR, em Monte Abraão, Sintra, com um intuito de reforçar laços daquela força de segurança com a comunidade local e o atletismo nacional que, segundo Domingos Castro, presidente da FPA, se concretizou na plenitude.
"Temos aqui o Comité Olímpico de Portugal, com o seu presidente [Fernando Gomes], atletas campeões olímpicos e campeões do mundo. Diria que estamos todos de parabéns por esta organização para com estas crianças que são o futuro da nossa modalidade e, quiçá, também aqui da própria instituição que é a Guarda Nacional Republicana", anteviu o dirigente e antigo atleta.
Rosa Mota, campeã mundial e olímpica da maratona e um dos maiores nomes da história do desporto nacional, defendeu a importância de eventos desta ordem para incentivar os jovens portugueses à prática desportiva.
"O importante é termos crianças saudáveis, ativas, porque quanto mais o forem, mais saúde tenham, mais fácil é combater a obesidade, que, infelizmente, cada vez mais temos nos nossos jovens. Há que tentar que eles gostem de se mexer e escolham uma modalidade em que sejam felizes. Nem é preciso falar de resultados nestas idades", comentou a laureada atleta de 67 anos.
A atual campeã do mundo de salto em comprimento em pista curta, Agate de Sousa, foi também embaixadora da competição, que contou com corridas distribuídas por diferentes escalões etários, e mostrou-se satisfeita por poder ser uma "inspiração para os mais novos".
"Acabo por ser uma inspiração para os mais novos, é importante e acredito que seja o objetivo deste evento, tentar trazer os mais novos e dar-lhes a conhecer o que é a GNR e, ao mesmo tempo, o atletismo", enalteceu a atleta de 25 anos.
Lenine Cunha, atualmente considerado o melhor atleta do mundo com deficiência intelectual, não escondeu a sua felicidade pelo "reconhecimento" por parte de crianças com deficiência que poderão seguir o seu percurso como exemplo.
"Estão aqui várias instituições com crianças com alguma deficiência que vieram ter comigo e conheceram-me. É sempre bom ter este reconhecimento e também ser uma referência. É bom também para eles e sabe muito bem dar-lhes a motivação para eles seguirem pelo caminho do desporto", declarou Lenine Cunha, de 43 anos.
Agate de Sousa e Lenine Cunha estiveram acompanhados pelo seu treinador e recordista nacional no decatlo, Mário Aníbal, que saudou o respeito e consideração demonstrados pela FPA com o convite que lhe foi formulado.
"Estar aqui representa o reconhecimento do papel dos treinadores relativamente ao desempenho dos atletas. Julgo que é um paradigma que se tem vindo a alterar", referiu.