O secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, considerou esta sexta-feira pouco transparente o processo que levou a Agência Mundial Antidopagem (AMA) a revogar a acreditação do Laboratório de Lisboa (LAD), considerando a decisão "estratégica".
"Discordamos em absoluto de todo o processo por entendermos que é nebuloso e nada transparente. Não sei até que ponto é que há aqui uma estratégia, ainda que não seja clara e nítida, em reduzir o número de laboratórios. Basta ver o que tem acontecido noutros laboratórios por todo o mundo", notou João Paulo Rebelo, que, em declarações à agência Lusa, reiterou que o Governo continua a avaliar a possibilidade, para a qual está "muito inclinado", de recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto, em Lausana, na Suíça.
"O LAD foi alvo de desinvestimento ao longo de anos sucessivos, o que veio a determinar a suspensão da atividade do laboratório. Todas as questões na altura levantadas pela AMA foram resolvidas e a comissão independente de especialistas nomeada declarou que o LAD devia reentrar em rotina, o que vimos com agrado e entusiasmo, embora sem embandeirar em arco", explicou o secretário de Estado, adiantando que foi o próprio Governo, perante a demora de uma comunicação, a questionar a AMA sobre estes resultados e as suas consequências.
"Foi nessa altura que começaram a levantar uma bateria nova de questões que nada tinham a ver com as razões que tinham levado à suspensão do laboratório. Demos resposta a essas questões de forma diligente e foi com espanto total que a AMA nos comunicou que iria nomear uma nova comissão de peritos independentes. É um processo que não entendemos e nem sabemos quais são as suas razões", disse o governante, que ainda assim acredita que este desfecho "é reversível" e em nada compromete a estratégia de combate ao doping que tem sido implementada.
Sobre Augusto Baganha, ex-presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), que criticou a estratégia do Governo na gestão desta matéria, o secretário de Estado da Juventude e Desporto vincou que se trata de "alguém que está insatisfeito com a sua situação", lembrando que foi nos últimos seis anos, em que Augusto Baganha foi presidente do IPDJ, "que menos investimento houve no LAD".
A revogação das credenciais por parte da AMA impede o LAD de proceder à análise das amostras por parte de federações ou organizações desportivas que tenham assinado o código mundial antidopagem.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, a AMA revelou estar insatisfeita com os resultados de uma inspeção realizada para "assegurar a completa fiabilidade e precisão das análises antidoping e na divulgação dos resultados".
O LAD foi suspenso em 15 de abril de 2016 por um período de seis meses, tendo essa suspensão sido mais tarde ampliada para um ano.
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