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Gotemburgo – Ao ser derrotado pela República Checa (27-29) em jogo referente à última jornada do grupo I do Campeonato da Europa, Portugal perdeu a hipótese de alcançar o ambicionado sétimo lugar. O desaire implicou a descida à quinta posição da "poule", pelo que a turma das quinas defrontará, no dominho, em Estocolmo, a Jugoslávia, num encontro que escalonará o nono e décimo classificados da competição.
A diferença em termos de possibilidades classificativas acaba por ser mais simbólica do que substancial. No entanto, na última grande competição, antes de receber, no próximo ano, o Campeonato do Mundo, Portugal "queria" mostrar que tinha capacidade para conquistar o sétimo lugar, elevado à categoria de sonho por várias razões: em primeiro lugar, porque foi a posição obtida há dois anos, na Croácia; depois, porque se trata do objectivo traçado à partida para a Suécia; por último, pelo facto de ser precisamente essa a última posição que conferirá o apuramento para os Jogos Olímpicos (a grande ambição há muito anunciada pela Direcção da Federação de Andebol de Portugal) durante o próximo Mundial.
Demasiadas oscilações
Na partida de ontem, Portugal voltou a mostrar quase todas as virtudes e defeitos que têm caracterizado este conjunto de jogadores, tanto neste Europeu como em competições anteriores, com uma excepção decisiva: o desempenho defensivo esteve abaixo do normal (pese alguns períodos de grande acerto) e, em última análise, isso poderá ter ditado a derrota. É que a segurança no último reduto tem sido o ponto de partida para explorar o contra-ataque (ontem, poderia ter sido uma arma bem mais utilizada) e conferir tranquilidade na manobra ofensiva, algo que faltou durante quase todo o jogo e acabou por ser penalizante nos minutos finais.
Portugal marcou o primeiro golo da partida e, até ao intervalo, acumulou uma vantagem máxima de três tentos. Apesar das dificuldades de concretização ao nível da primeira linha, houve quase sempre o discernimento de procurar, nos extremos, Ricardo Costa e Ricardo Andorinho, que iam contabilizando golos sucessivos. Não havia, no entanto, correspondência em termos defensivos, um aspecto que piorou na segunda parte, à excepção dos dez minutos iniciais, que serviram para cavar uma diferença de quatro golos (21-17) que bem poderia ter servido como rampa de lançamento para chegar à vitória. O problema é que, ontem, parece que nada conseguia estabilizar a equipa, pelo que os checos conseguiram reagir e, já perto do final, passar para a frente, aproveitando as sucessivas exclusões que a formação lusa registou neste período.