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Auriol Dongmo e Jessica Inchude saem desanimadas de Torun: «Acho que conseguia fazer mais»

• Foto: AP

As portuguesas Auriol Dongmo e Jessica Inchude terminaram esta sexta-feira, respetivamente, no oitavo e nono lugares da de atletismo em pista curta Torun2026, na Polónia.

Auriol Dongmo, campeã do mundo 'indoor' em Belgrado'2022, então com o recorde nacional (20,43), encerrou a competição com 18,81 metros, aquém dos 19,17 da sua melhor marca do ano. "Eu acho que conseguia fazer mais, comparando o que estou a fazer no treino agora e a marca que fiz hoje, só concluo que foi um dia mau", admitiu a lançadora do Sporting, de 35 anos, na zona mista da Arena Torun.

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Apesar da auto-avaliação negativa, a recordista nacional detinha a nona marca da temporada entre as inscritas, tendo concretizado uma final em crescendo, dos 18,22 iniciais, para os 18,82 do terceiro lançamento, depois de 18,40 e de terminar com dois nulos. "Eu devia ter conseguido lançar mais longe, acho que podia mesmo ter feito melhor e aconteceu ter um dia mau, neste dia tão importante da época", reiterou Dongmo, que, no ano passado, regressou aos pódios, com o bronze nos Europeus em pista coberta, após uma longa ausência por lesão e maternidade.

A sua companheira no Sporting concluiu a final direta dos Mundiais no lugar imediatamente seguinte, ao arremessar o engenho a menos cinco centímetros, com a marca de 18,77, o seu segundo melhor lançamento de 2026 (18,90). "Achava que podia ter conseguido uma melhor marca, porque me estava a sentir bem. Acabei por só conseguir fazer quatro lançamentos [o quinto é reservado às oito primeiras e o sexto às seis] e as minhas colegas também estão muito fortes. Fiquei com vontade de lançar mais, com um sentimento agridoce, mas foi o que deu para fazer hoje", explicou Jessica Inchude.

A lançadora, de 29 anos, apresentou-se com a 11.ª marca entre as presentes (18,90), a 31 centímetros do seu recorde pessoal (19,21), tendo iniciado a sua participação com 18,27, baixando, depois, para 17,89, e encerrando com as marcas de 18,77 e 18,62, respetivamente. "No primeiro, senti que podia fazer mais, isso deu-me confiança, para, apesar de uma época um bocado atribulada, conseguir a segunda melhor marca do ano", afirmou Inchude, que, no passado fim de semana, conquistou a medalha de prata na Taça da Europa de lançamentos, em Nicósia.

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Na final direta, a norte-americana Chase Jackson foi a única a superar os 20 metros, conseguindo o seu primeiro ouro em pista coberta, depois de dois bronzes e uma prata, com a marca de 20,14, deixando a canadiana Sarah Mitton, bicampeã em título, no segundo posto, com 19,78, enquanto a sueca Axelina Johansson ocupou o lugar mais baixo do pódio, com 19,75.

Por Lusa
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