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Carla Sacramento: «Quarto lugar é triste mas não baixo os braços»

Carla Sacramento: «Quarto lugar é triste mas não baixo os braços»
• Foto: LUSA/Tiago Petinga

Edmonton – Quando, a 120 metros da meta, Gabriela Szabo desferiu o ataque final, outra romena, Violeta Szekely, e a russa Natalya Gorelova ainda responderam, à distância. Mas Carla Sacramento quase não conseguiu mudar de andamento. Repetiu o quarto lugar do Mundial de Pista Coberta em Lisboa, mas agora mais longe das primeiras (a três segundos de Szabo, a segundo e meio do pódio). E recordou os seus tempos de júnior, quando foi três vezes quarta em Europeus (1989) e Mundiais (1990), e os primeiros anos de sénior (Europeu de Pista Coberta de 1992).

“É triste ser quarta, embora seja bom estar nestas finais e, ano após ano, a lutar por lugares no pódio. E não é por voltar aos quartos lugares que vou baixar os braços. Depois desses quartos lugares, cheguei um dia, em 1997, o título mundial. Depois destes quartos lugares deste ano, poderei um dia estar de volta...”

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Começando a ser (linguisticamente) “traída”, uma ou outra vez, pela prolongada estada em Espanha, Carla queixou-se do “câmbio” de velocidade depois da primeira volta lenta, mas recusa-se a admitir a falta de provas mais curtas, nomeadamente de 800 metros, para ganhar ritmo para responder a ataques como os de Szabo. “A Szabo também só fez provas longas, de 3000 e 5000 metros, este ano.”

Carla Sacramento vai agora fazer os restantes “meetings” da Liga Dourada, começando já pelo de Zurique, no dia 17, e a final do Grande Prémio da IAAF. No próximo ano, admite mudar para os 5000 metros. “No Europeu de Munique tanto posso fazer 1500 como 5000 m. Vou é preparar os 5000 m e o crosse curto...”

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