Fátima Silva ganha no Porto

Não houve surpresas da II Maratona do Porto: três dos quatro quenianos classificados ocuparam o pódio masculino, enquanto Fátima Silva, depois de já ter ganho quatro maratonas em Lisboa, foi a primeira no sector feminino, no qual quatro portuguesas baixaram das três horas, marca sem relevo internacional mas agradável face à tradicional pobreza dos "rankings" nacionais. De resto, o nível foi modesto: não havia vedetas (mesmo os quenianos eram fracos), o percurso (em especial na primeira metade, que inclui toda a subida da Avenida da Boavista) é difícil e, para dificultar ainda mais, o vento soprou forte na zona ribeirinha e o tempo estava quente. Mas a organização foi muito certinha e o melhor português foi um estreante: Rui Borges.

Os quenianos cedo se isolaram e o vencedor foi Ruben Chepkwik, que ganhou apesar de um penoso (e lentíssimo!) final de prova, em 2.22.27. "Há um mês que estou lesionado nos gémeos da perna direita", queixou-se, no final. "Corri sempre com dor." O atleta, que fez apenas a sua segunda maratona (competira antes em Bombaim, gastando então 2h 17m), isolou-se aos 38 km e terminou com quase um minuto de vantagem. Só cinco minutos e meio depois chegou Rui Borges, quarto classificado e melhor português.

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Já no sector feminino, decidido entre as atletas nacionais, Fátima Silva dominou, ganhando em 2.45.09, aquém das suas expectativas. "Esperava fazer 2h 40m, mas ainda não recuperei da maratona de há cinco semanas no Japão (fui sétima em Hokkaido, com 2.37.13). Vim aqui porque o Jorge Teixeira [o director da prova] insistiu muito."

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