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Karalis sem medo do amigo Duplantis e encara Mundiais em pista curta com ambição

Manolo Karalis ambicioso para Torun'2026
• Foto: Lusa/EPA

O grego Manolo Karalis assumiu esta 4.ª feira a ambição de vencer todas as competições, mesmo contra o sueco Armand Duplantis, destacado recordista mundial do salto com vara, na antevisão dos Mundiais de atletismo em pista curta Torun'2026.

Há menos de um mês, Karalis passou a fasquia a 6,17 metros, superando o francês e antigo recordista mundial Renaud Lavillenie, na segunda marca de sempre, atrás de 15 saltos superiores de Duplantis, que há uma semana melhorou o recorde do mundo para 6,31.

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"É um pouco abaixo do recorde do mundo", reconheceu Karalis, na conferência de imprensa de antevisão da 21.ª edição dos Mundiais indoor, na cidade polaca de Torun.

A rivalidade reforçou a amizade entre ambos, segundo Karalis, que admitiu ter recebido um convite para o casamento de Duplantis, enquanto partilhava a satisfação por "finalmente, depois de mais de 10 tentativas, saltar mais do que os ídolos".

"Agora, espero saltar um bocadinho mais. Nunca na vida sonhei tentar 6,30 ou mesmo 6,31, mas sou um competidor e gosto de novos objetivos. É bom para todos e para o desporto que se consiga saltar cada vez mais alto e eu confio em mim. Quero, quando terminar a carreira, sentir que fiz o melhor que pude e que deixei a minha marca na modalidade", vincou o varista grego.

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Karalis recordou a década de rivalidade com Duplantis, bicampeão olímpico e tricampeão mundial 'indoor' e ao ar livre, para lançar as próximas competições entre os dois atletas que têm 26 anos.

"Lembro-me dele há muito tempo, passámos muito tempo juntos, em competição, em viagens, é um atleta fantástico e uma ótima pessoa, sempre que bate um recorde do mundo tenta juntar todo o mundo para a modalidade, é um amigo, e sinto-me abençoado por poder dizê-lo. Espero ter mais 10 anos de competição juntos", sublinhou.

Igualmente presente na conferência de imprensa, a britânica Keely Hodgkinson, campeã olímpica dos 800 metros, atestou a preparação para a sua estreia em Mundiais 'indoor', um mês depois de ter batido o recorde mundial nas quatro voltas à pista curta (01.54,87 minutos)

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"Não tinha o recorde como objetivo até saber que conseguia, só não sabia com que tempo terminaria. Desde então, o treino tem corrido muito bem. Sinto-me bem, mas vão ser três corridas em três dias. Esta é uma medalha que não tenho, mas não dou nada por garantido até cruzar a linha de meta, por isso, vamos ver o que acontece", afirmou a britânica, de 24 anos.

O jovem italiano Mattia Furlani, de 21 anos, assumiu o entusiasmo por defender, frente ao português Gerson Baldé, a medalha de ouro do salto em comprimento conquistado em Nanjing2025.

"É a primeira vez que defendo um título e é lindo e motivante fazê-lo num recinto destes. Quero sempre defender todos os títulos, mesmo com este excelente lote de atletas que está presente", referiu o detentor da segunda marca do ano na disciplina, com 8,39, a cinco centímetros do búlgaro Bozhidar Saraboyukov (8,45) e mais sete do que o português Gerson Baldé (8,32).

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A representar a nação anfitriã, a velocista Ewa Swoboda, vice-campeã do mundo dos 60 metros em Glasgow2024, assumiu a satisfação por se estrear numa grande competição em 'casa', após ter falhado os Europeus Torun2021 por estar infetada com covid-19.

Swoboda recebeu os elogios do presidente da World Athletics (WA), que os estendeu às também polacas Pia Skrzyszowska e Maria Zodzik, que vão disputar, respetivamente, os 60 metros barreiras e o salto em altura.

"Espero que sejam uns incríveis Mundiais em pista coberta. O atletismo é um dos desportos mais amados da Polónia, se não o mais, é um país que sempre teve grandes referências em todas as disciplinas e tem agora a Ewa, a Pia e a Maria", referiu Sebastian Coe.

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Na mesma conferência de imprensa, a neozelandesa Valerie Adams, quatro vezes vencedora no lançamento do peso em Mundiais 'indoor', embaixadora dos Mundiais, arriscou falar em polaco, antes de Devynne Charlton, das Bahamas, assegurar estar "na melhor forma física e mental" para tentar o terceiro título seguido nos 60 metros barreiras.

A partir de sexta-feira e até domingo, 674 atletas de 118 países, dos quais 19 da maior seleção portuguesa de sempre em Mundiais 'indoor' vão disputar os 27 títulos em disputa, em Torun, que a organização batizou com o nome do distrito local, Voivodina Cujávia-Pomerânia.

"Não é apenas a cidade [Torun] que organiza os Mundiais, mas a região, que pretende que esta seja uma edição histórica. São dois milhões de pessoas a quem tenho de agradecer esta oportunidade, que vão apoiar os atletas nestes três dias, esperando que todos consigam cumprir os seus objetivos", vincou o governador da região e presidente do comité organizador local, Piotr Calbecki.

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O português Isaac Nader, nos 1.500 metros, é um dos 11 campeões do mundo ao ar livre em Tóquio2025 presentes em Torun2026, numa competição que conta ainda com 12 detentores de títulos conquistados em Nanjing2025 e nove campeões olímpicos.

Por Lusa
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