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O 1.º dia dos Mundiais de Torun: Jordan Anthony é o rei da velocidade e Andy Díaz bisa no triplo

Foto: AP
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Jornada teve ainda o título mundial da ucraniana Yaroslava Mahuchikh e da norte-americana Chase Jackson

O jovem norte-americano Jordan Anthony, de 21 anos, conquistou esta sexta-feira o estatuto de homem mais rápido dos Mundiais de atletismo indoor Torun'2026, ao vencer a final dos 60 metros, num dia em que Andy Díaz bisou no triplo salto.

A ucraniana Yaroslava Mahuchikh estreou o medalheiro dos Campeonatos do Mundo em pista curta na Polónia, ao vencer a matutina final direta do salto em altura, mas um dos destaques da jornada foi protagonizado pelo antigo jogador de futebol americano Jordan Anthony, que, nos 60 metros, conseguiu a melhor marca do ano (6,41 segundos), para roubar o título ao britânico Jeremiah Azu, quarto, em 6,46.

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Na distância mais curta dos campeonatos, o jamaicano Kishane Thompson, vice-campeão olímpico e do mundo, terminou no segundo lugar, com os mesmos 6,45 do norte-americano Trayvon Bromell, medalha de ouro nos Mundiais indoor Oregon'2016 e hoje terceiro classificado, que, nos campeonatos locais, tinha afastado Noah Lyles de Torun.

No salto em altura, Mahuchikh confirmou o estatuto de líder do ano, com 2,03 metros, a melhor marca desde que fixou o recorde do mundo ao ar livre em 2,10, em 2024.

Aos 24 anos, a ucraniana assegurou, com um percurso limpo, o seu segundo cetro indoor, que lhe escapava desde Belgrado'2022, quedando-se pela prata em Glasgow'2024 e pelo bronze em Nanjing'2025.

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No palco onde conquistou o primeiro dos três ouros europeus sob telha, em 2021, Mahuchikh venceu a final, com um salto a 2,01, mais dois centímetros do que a australiana bicampeã em título Nicola Olyslagers, do que a sérvia Angelina Topic e do que a sua compatriota Yuliia Levchenko, as três vice-campeãs, com 1,99, tendo ainda tentado, sem sucesso, superar a fasquia a 2,06.

No lançamento do peso, numa final em que as portuguesas Auriol Dongmo e Jessica Inchude foram oitava e nona classificadas, respetivamente, a norte-americana Chase Jackson foi a única a superar os 20 metros.

A excêntrica lançadora arrebatou a primeira medalha para os Estados Unidos na 21.ª edição dos Mundiais, conseguindo o seu primeiro ouro em pista coberta, depois de dois bronzes e uma prata, com a marca de 20,14, no quarto ensaio, deixando a canadiana Sarah Mitton, bicampeã em título, para o segundo posto, com 19,78.

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A surpreendente Axelina Johansson ocupou o lugar mais baixo do pódio, com uma tentativa a 19,75, o novo recorde nacional da Suécia.

O italiano Andy Díaz, bronze olímpico em Paris'2024, atrás do espanhol Jordan Díaz e do português Pedro Pichardo, campeão e vice-campeão, respetivamente, ambos ausentes de Torun2026, resolveu a final direta do triplo salto na primeira tentativa, com a marca de 17,47 metros.

Ao revalidar o título conquistado em Nanjing'2025, o triplista nascido em Havana, há 30 anos, igualou um feito conseguido somente pelo norte-americano Mike Conley e pelo sueco Christian Olsson.

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O jamaicano Jordan Scott, com 17,33, evoluiu do quarto lugar na edição anterior para a medalha de prata, enquanto o argelino Yasser Mohammed Triki terminou no terceiro posto, com 17,30.

A 21.ª edição dos Mundiais indoor prossegue no sábado, com as aguardadas finais do salto com vara, pelo duelo entre o sueco recordista mundial Armand Duplantis e o grego Manolo Karalis, e dos 3.000 metros.

Por Lusa
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