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Portugal ambiciona bater recordes nos Mundiais de estafetas no Botswana

Portugal em ação na final da estafeta masculina 4x400 metros
• Foto: AP

Os 15 velocistas portugueses que vão enfrentar três competições nos Mundiais de estafetas de atletismo, em Gabarone, procuram consolidar o crescimento luso e, também, bater recordes, segundo disseram hoje à agência Lusa os responsáveis técnicos nacionais.

Sem grande tradição nas estafetas, Portugal vai alinhar com os coletivos de 4x100 metros femininos e 4x100 mistos e 4x400 masculinos, no sábado e no domingo, na capital do Botswana, onde vai ser disputada a oitava edição dos Campeonatos do Mundo desta especialidade.

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João Coelho, Omar Elkhatib, Ericsson Tavares, Ricardo dos Santos, Pedro Afonso e André Franco são os convocados para a prova de 4x400 metros, após as presenças nas finais dos Mundiais ao ar livre Tóquio2025 e em pista curta Torun2026.

"Não havendo Mundiais este ano, nos Europeus Birmingham2026 queremos voltar a estar na final, tal como em Roma2024. Mas, o objetivo para esta equipa passa pelo apuramento direto para a participação nos Mundiais Pequim2027, ou seja, estar entre os 12 mais rápidos do mundo", afirmou o treinador dos 4x400 metros, Vitor Zabumba.

Rui Norte é o responsável pelas outras duas formações, de 4x100 metros, femininos e mistos, que disputam, também no sábado, a qualificação para as finais de domingo.

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"Estamos a construir um percurso. Em Roma2024, tivemos quatro equipas e, daí para cá, os 4x400 masculinos têm feito um percurso notável. Os 4x100 femininos têm evoluído muito e esta é a segunda participação consecutiva nos Mundiais de estafetas. Queremos que isso seja uma presença consistente e constante nas principais competições com as estafetas. Este é um pilar estratégico no desenvolvimento do nosso setor", vincou Rui Norte, sintetizando o objetivo das duas estafetas que orienta: "Vão à procura de novos recordes nacionais".

Carlos Nascimento, David Landim e Delvis Santos são as opções para os 4x100 metros mistos, juntamente com Arialis Martínez, Lorene Bazolo e Tatjana Pinto, que podem ainda alinhar na prova feminina, juntamente com Beatriz Andrade, Beatriz Castelhano e Íris Silva

Com equipas em metade das provas em disputa, Vítor Zabumba considera que "Portugal tem potencial para, num futuro próximo, ter mais duas equipas neste tipo de campeonatos", aludindo aos 4x100 masculinos, que estiveram presentes nesta competição de estafetas na estreia nacional, na edição Bahamas2015 e em Chorzow2021, e aos 4x400 femininos, que estavam qualificados para os Mundiais.

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"Poderíamos ainda pensar na hipótese 4x400 mistos, mas tudo depende das ofertas do calendário competitivo internacional, para podermos repetir a presença nos Mundiais de estafetas Bahamas2024", admitiu Zabumba.

Semelhante leitura tem Rui Norte, reconhecendo, no entanto, tratar-se de um "processo de crescimento sustentado".

"Não creio que esta participação represente o nosso potencial. Considero que faz parte do percurso de crescimento. Temos condições para marcar presença com todas as equipas", sustentou Norte.

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No ano passado, nos Mundiais Guangzhou2025, que foram adiados de 2023 devido à pandemia de covid-19, Portugal esteve na final dos 4x400 masculinos foi sétimo e quedou-se pelas repescagens nos 4x100 femininos.

Antes, ficou também pelas repescagens nos 4x400 mistos e femininos em Nassau, na edição Bahamas2024.

Ao todo, Portugal conta quatro presenças nas sete edições anteriores de Mundiais de estafetas, incluindo nas vertentes 4x200 metros e 2x2x400 mistos, entretanto descontinuados, em Chorzow2021.

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Por Lusa
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