_
O Benfica está fora da Liga dos Campeões de basquetebol, depois de nesta quinta-feira, em Samokov (Bulgária), ter perdido diante dos alemães do Rasta Vechta (88-98). O desaire não é uma surpresa, face à reconhecida valia da formação germânica, mas a verdade é que o resultado não mostra de forma fiel o que se passou. É que a 7.55 minutos do final as águias estavam a ganhar por 9 (81-72) e acabaram por perder por 10. Assim, o clube da Luz passa para a fase de grupos da FIBA Europe Cup.
Depois de ter deixado pelo caminho os suíços do Lions de Géneve, o Benfica tinha uma missão bem mais complicada nos ‘quartos’ da fase de qualificação. Os alemães têm mais experiência a este nível – com destaque para o poste gigante Pleiss -, qualidade superior, um coletivo incomparavelmente mais forte e um andamento muito distinto dos helvéticos. Mas, cada jogo tem a sua história e nem sempre os favoritismos teóricos se confirmam. Podia ter sido assim…
Os germânicos entraram melhor e rapidamente mostraram que são poderosos no lançamento exterior. O Benfica, tal como no duelo anterior, revelava dificuldade para suster as penetrações de ‘1x1’ pela zona central, algo que custou várias faltas. Nas tabelas, como já se sabia, a luta também era complicada, mas Okeke (promovido ao cinco inicial) mostrou que podia ajudar com desarmes.
O primeiro quarto terminou com o Vecha na frente. Sete pontos à maior (28-21) que, curiosamente, até se podia explicar pelo fraco aproveitamento encarnado da linha de lance-livre, parâmetro que mereceu nota alta no embate inaugural na competição.
Com Crandall em particular evidência, não só a organizar mas também a concretizar (16 pontos até ao intervalo), as águias surgiram consideravelmente melhor no segundo parcial. Defenderam com outra intensidade e acerto, deram menos espaço aos ‘atiradores’ e não cometeram tantas faltas ‘gratuitas’. Depois, no ataque, e pese a lacuna dos lances-livres (8 desperdiçados em 24), a equipa subiu as percentagens e teve o mérito de selecionador melhor os ‘tiros’. O descanso chegou com o Benfica na frente 51-49. Era difícil, mas era possível!
O terceiro período foi muito equilibrado (22-19), ainda que ganho pelas águias, mas serviu essencialmente para deixar tudo em aberto para os derradeiros 10 minutos. E foi o conjunto português a entrar melhor. De tal forma que, a 7.55, quando o banco contrário pediu desconto de tempo, o Benfica tinha 9 pontos de vantagem (81-72). Parecia tudo bem encaminhado, mas era ilusão. A partir daí, os alemães dominaram por completo e com um parcial de 26-7, aproveitando muitos erros alheios, souberam segurar a vitória.
A participação europeia do Benfica passa agora para a FIBA Europe Cup, onde entrará na fase de grupos.
O Benfica alinhou e marcou com: Crandall (18), Muhammad (22), Barrett (12), Slater (21) e Okeke (0). Jogaram ainda Broussard (2), Jonhatan Andrade (0). Luís Silva (5), Dziewa (6) e Relvão (2).